Comunicação em Saúde: A importância na Gestão do Pessoal de Enfermagem

Comunicação em saúde compreende a promoção, a prevenção nas práticas de saúde voltada a equipe de enfermagem. A comunicação na prática de intervenção está inter-relacionada com o discurso gestual, falada ou escrita, porém neste emaranhado de conceitos nos deparamos com o discurso/comunicação institucional, na qual são imposto pela instituição e seus lideres.

É considerado que a aplicabilidade e análise da interpretação do discurso são falhas, porque há divergências nas interpretações entre linhas de cada indivíduo.

Segundo DANIEL (1983), “A comunicação é um processo que mobiliza todas as ações humanas. Fundamenta a organização e funcionamento de todos os grupos sociais”.

A comunicabilidade é de extrema importância para a enfermagem tanto entre clientes quanto para chefia, pois facilita o relacionamento interpessoal, voltado às habilidades, competências e desenvoltura do trabalho em equipe. A comunicação caracteriza-se por discursos onde há uma mensagem, o emissor e o receptor, na qual se busca a compreensão da linguagem verbal ou não verbal.

Para MARX (2006), “A comunicação aberta é muito importante (….), desde o início as pessoas deverão ser mantidas informadas e inseridas no discurso, opinando e participando”.

Nesse cenário, a nosso ver, a comunicação depende de estratégias para gerar aspectos positivos e por meios deles podemos expressar nossos sentimentos e emoções, por outro lado, quando se gera aspectos negativos o indivíduo fica com baixa autoestima e desmotivado e isto acarreta falha no sistema e nas relações interpessoais.

Frente ao exposto, entendemos que a comunicação é recurso essencial para o enfermeiro, e mostra a efetividade entre o líder e o liderado. Assim, o presente estudo tem como objetivo mostrar a importância da comunicação na gestão do pessoal de enfermagem.

Para produzirmos o conteúdo de interesse desse artigo, a comunicação no ambiente de saúde, focado na gestão do pessoal de enfermagem, fez-se um estudo de revisão bibliográfica, realizado mediante alguns capítulos de livros, busca eletrônica nas bases de dados, Lilacs, Scielo, no idioma da Língua Portuguesa, no período entre 1983 a 2013, com os seguintes descritores: Comunicação em Saúde, Gestão de Pessoas em Enfermagem, Gestão Comunicação em Enfermagem. Encontrou-se 150 documentos dentre eles, periódicos, livros, teses e dissertações, foram selecionados 07, sendo 04 livros e 03 periódicos para o desenvolvimento do estudo Foram encontrados mais de 150 artigos, das quais apenas 3 foram utilizados, onde encontramos embasamento para elaboração do mesmo, pois retrata a mesma temática apontada neste trabalho.

Todos os artigos foram lidos na integra, na qual buscamos analisar a comunicação entre os lideres de enfermagem. A análise dos dados iniciou-se com leitura minuciosa dos documentos selecionados e por fim interpretando lhe dando significação.

Atualmente, a busca pela comunicação efetiva tem sido constante entre os lideres da equipe de enfermagem, embora não existam receitas prontas para este tipo de comunicabilidade.

A comunicação verbal e não verbal adequada classifica um líder junto de sua equipe, por outro lado o déficit do discurso apropriado e inadequado faz com que o chefe torne as relações interpessoais da equipe em conflitos, porém popularidade não é ser líder, liderar é ter responsabilidade, é comunicar-se com a equipe libertando-os e conseqüentemente consegue extrai deles as melhores contribuições dentro do trabalho, porém quando não existe diálogo entre os indivíduos envolvidos surgem os conflitos e as intrigas.

Segundo DANIEL (1983), “A comunicação do “eu e você”, na enfermagem são algo muito mais abrangente do que somente transmitir, informar, esclarecer, revelar, expressar. Envolve sentimento, idéias, concordâncias, discordâncias e proximidade física”. Entretanto, a comunicação entre lideres, carece de uma compreensão empática e da reação do próprio ser humano, podendo ser informal que surge de repente durante a interação entre as pessoas.

Para SAWADA (2000), que cita Yura (1981), “Liderança em enfermagem é um processo por meio do qual uma pessoa, que é o enfermeiro influência as ações de outros para o estabelecimento e para o alcance de objetivos comuns e esta liderança dar-se-á através da comunicação, seja verbal ou não verbal”.
Ainda segundo a autora que cita Trevizan (1998), “Liderança consiste em relacionamento interpessoal, no qual o líder influência os liderados para mudanças através da comunicação”.

Cabe lembrar, como em qualquer área as relações sociais só ocorrem através da comunicação, onde lideres e liderados se comunicam constantemente através do discurso verbal ou não verbal, aonde os indivíduos vão à busca de um único objetivo.

Nesse sentido SILVA (2005), que “A comunicação adequada é aquela que tenta diminuir conflitos, mal entendidos e atinge objetivos definidos para a solução de problemas detectados (….)”.
Portanto, cabe ao líder conhecer os mecanismos da comunicação para poder por em prática suas competências, que são: fonte, mensagem, transmissor, meio (canal), receptor, decodificação, feedback, conforme KURCGANT (1991).

Logo, torna-se válido as questões a qual se depara o líder a de facilitador da comunicação através de suas competências, assim DUTRA (2000) diz, “Competências é um conjunto de qualificações que a pessoa tem para executar um trabalho com nível superior de desempenho (….), inclui alguns traços como personalidade, valores e estilos”.

No que se refere à gestão de pessoas de enfermagem, a comunicação é pensada como acessório às ações de saúde, ou seja, são expostas conforme a imposição da chefia ou necessidades da Instituição de Saúde.

Por outro lado, para TREVIZAN (1998) “O líder é o centro do fluxo da informação não rotineira em sua organização, as fontes que ele utiliza asseguram-lhe a condição de melhor informado sobre as ocorrências e eventos de seu ambiente organizacional”.

Nesse sentido, o líder da enfermagem necessita da construção de novo paradigma no que se refere à comunicação e liderança, pois hoje as instituições estão cada vez mais exigindo do profissional postura adequada e um envolvimento maior nas relações interpessoais, por outro lado, a comunicação entre líder e liderados far-se-á através da troca mútua de informações e do feedback entre eles, neste contexto é importante salientar que há pessoas que são lideres Natos e outras só aprendem trabalhando.

Tendo em vista que a comunicação é o principal instrumento para que os povos possam interagir verbalmente ou não verbal, percebe-se que o enfermeiro como membro da equipe multidisciplinar a qual exercer cargo líder ou não, é responsável pela escuta ativa entre seus liderados, porém nota-se falha na comunicação entre os profissionais de saúde, ocasionado pela clareza dos papéis e do discurso propriamente dito, esse tipo de comunicação fica de forma distorcida e mal interpretada, e assim tem como resultado falha no feedback.

A comunicação não deve ser descendente, de cima para baixo, ou seja, de chefia para subordinado, pois isto gera conflitos e desmotivação entre a equipe, porém é possível usar estratégias que podem ser utilizadas no cotidiano da equipe a escuta ativa e inovadora onde todos participam dão sugestões, e entende o que outro fala entre linhas.

Observou – se através do estudo que há várias lacunas ligadas à comunicação e a gestão em enfermagem tais como: formação do profissional, habilidade comunicativa, empatia e ética. Certamente estes não podem ser decomposto para formação profissional, mas servirá como subsídio para reflexão e valorização ao próximo quando se exerce cargo de chefia.

Ressaltamos a fundamental importância da reflexão dos papéis que cada um exerce dentro das instituições, pois desta forma o profissional pode desenvolver suas competências conscientemente através do ponto de vista da outra pessoa, ou seja, pondo-se no lugar do outro, liderar não é inferiorizar a outra pessoa, mas respeitá-la como ser humano.

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