Definição de Educação em Saúde

Marcondes (apud Santos, 1988) define educação em saúde como sendo um conjunto de atividades que sofrem influência e modificação de conhecimentos, atitudes, religiões e comportamentos, sempre em prol da melhoria da qualidade de vida e de saúde do indivíduo.
Com isso, a educação em saúde pode ser entendida como uma forma de abordagem que, enquanto um processo amplo na educação, proporciona construir um espaço muito importante na veiculação de novos conhecimentos e práticas relacionadas.

Os modelos de educação em saúde

Existem diversidades nos modelos de educação em saúde, sendo que todas evidenciam um objetivo em comum, que é a mudança de hábitos, atitudes, e comportamentos individuais, em grupos e no coletivo. Tal mudança de comportamento está atrelada a aquisição de novos conhecimentos e adoção de atitudes favoráveis à saúde.
Diante disso é possível verificar que o termo educação em saúde está condicionado às ações que são transmitidas aos indivíduos com intuito de elevar a sua qualidade de vida e consequentemente de saúde. Neste processo os profissionais de saúde possuem papel primordial, uma vez que, são eles próprios os responsáveis pela disseminação de conhecimentos concretos para o alcance dos objetivos de melhorar a saúde das pessoas.
Contudo, devemos nos atentar que esta transmissão de conhecimento se constitui também em um modelo de educação, sendo necessário primeiramente que o ser educador (neste exemplo, o profissional de saúde) seja capacitado para tal tarefa (realização da educação em saúde). Ao contrário, os resultados serão insatisfatórios.
Visualiza-se que nas instituições de saúde onde o profissional participa de programas de educação, ele possui maiores embasamentos e interesse por ensinar, é possível então identificar que ocorre um ciclo de informações, onde aquele que conhece o processo, o compreende e assimila de alguma maneira, entende melhor a importância da questão educativa para o cliente/paciente.

Entendendo o processo de educação na área da saúde

O processo de educação na área da saúde pode ser representado pelas mais diferentes atividades, as quais estão interligadas a partir de ações de educação correspondentes aos estímulos na busca por atrair o indivíduo a participar do processo de educação, seguido de formas práticas de aquisição e formação de hábitos em prol da assimilação, construção e reconstrução de experiências.
Os mecanismos de orientação, didática e terapêutica também fazem parte de um enfoque entre os métodos de transmissão e veiculação de conhecimentos.
Segundo a OMS a educação em saúde é entendida como sendo uma combinação de ações e experiências de aprendizado planejado com o intuito de habilitar as pessoas a obterem controle sobre fatores determinantes e comportamentos de saúde.
Na busca da saúde de forma integral, a educação tem tido um significado muito importante por colaborar na orientação de ações práticas, trazendo com isso resultados e melhorias na qualidade de vida e no fortalecimento do sujeito como um todo.
Toda e qualquer prática educativa, deve possibilitar ao indivíduo o ato de conhecer ou reconhecer a aquisição de suas habilidades a favor da tomada de decisões na busca por um melhor aperfeiçoamento. É perante este entendimento que a saúde e a educação em saúde devem orientar suas práticas, tendo um papel defensor e facilitador para com o grupo de atuação, os quais interagem necessitando de mudanças em toda a sociedade.
Uma educação em saúde favorável e ampliada inclui políticas públicas, as quais são representadas pelos tratamentos preventivos e curativos por meio do comprometimento com o desenvolvimento de ações cuja essência está voltada para a melhoria da qualidade de vida e a promoção da saúde da população.

A visão de Colomé e Oliveira sobre a educação na saúde


COLOMÉ; OLIVEIRA (2008) destaca que existem formas diversificadas de modelos inter-relacionados na educação em saúde, e esta variedade pode ser considerada como maneiras que se agrupam dentro de um modelo tradicional ou preventivo e de um modelo radical. Para tanto ao modelo tradicional inclui-se os princípios que envolvem a biomedicina, com o objetivo focado na prevenção das doenças e uma vida saudável.
Este modelo envolve mudanças dentro das áreas complexas de uma nova saúde pública com perspectivas de uma educação moderna e mais complexa com uma abordagem na busca de um fortalecimento da consciência crítica das pessoas, a partir da participação nas circunstâncias ampliadas da condição de vida da população.

O modelo radical proposto

O modelo radical de educação em saúde adapta-se dentro de um processo mais adequado à promoção da saúde, pois estimula os indivíduos a assumir um maior controle sobre a sua qualidade de vida, por meio de atitudes e críticas as quais se relacionam ao processo individual e no coletivo.
No dia a dia observa-se que os serviços de saúde são constituídos diante de uma perspectiva coletiva entre a comunidade e os profissionais, onde se fazem necessários um deslocamento e um enfoque preventivo e mais abrangente nos desafios da promoção da saúde, com propostas de melhoria da qualidade de vida da população.
A educação em saúde está, segundo as referências estudadas, mais relacionada ao cliente do que ao próprio profissional e diferencia-se dos demais tipos de educação aqui descritos no momento em que o sujeito paciente (população) é o ser educado e não o profissional, porém como citado anteriormente, para que o cliente receba a educação de forma eficiente é necessário que o profissional esteja adaptado ao contexto do processo educativo, desta forma é possível compreender que uma educação em saúde eficaz relaciona-se direta e indiretamente a uma educação em serviço.

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