Exames de Sangue: Entendendo cada um deles

É uma enzima citoplasmática e mitocondrial que cataliza a fosforilação reversível da creatinina com formação de ATP. A CK é composta de duas subunidades (M e B) que se combinam em três tipos: MM, MB e BB que são encontradas em maior proporção respectivamente, no musculoesquelético, cardíaco e nos tecidos.

Elevações de MM são encontradas nas disfunções tireoideanas e BB nas doenças gastrointestinais, adenomas, carcinomas, doenças vasculares, autoimunes e cirrose. Portanto, a sua elevação não significa necessariamente Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). A associação clínica com ECG e outras provas laboratoriais aumentam o seu valor diagnóstico no IAM. A elevação do CK Total ocorre 4 a 8 horas após o início da dor peitoral, tendo o seu pico máximo de 12 a 24 horas, retornando ao normal em 3 a 4 dias.

Os níveis aumentados podem indicar: infarto do miocárdio, lesão da musculatura cardíaca ou esquelética, doença muscular cardíaca congênita, acidente vascular cerebral, injeções intramusculares, hipotireoidismo, doenças infecciosas, embolia pulmonar, hipertermia maligna, convulsões generalizadas, neoplasias de próstata, vesícula e trato gastrintestinal.

Considerando as limitações da CK total, o CKMB é um marcador mais específico para detecção de lesões no miocárdio, pois 25 a 46% da concentração desta enzima encontram-se no músculo cardíaco e apenas 5% no musculoesquelético.

Elevações de CKMB ocorrem de 2 a 6 horas após as manifestações cardíacas, com pico máximo em torno de 24 horas, retornando ao normal dentro de 48 horas. Precocidade de sua detecção e maior especificidade faz com que ela seja o marcador de escolha em relação ao CK Total.

CK-MB

É uma isoenzima da creatina fosfoquinase (CPK) que corresponde à enzima liberada pelo músculo cardíaco. Esta enzima eleva-se quando ocorre isquemia em uma determinada região do músculo cardíaco. No infarto agudo do miocárdio os valores de CK-MB podem estar superiores a 16 U/L e entre 4% a 25% do valor de CPK total. A interpretação dos resultados pode ser a seguinte:

Valores de CK-MB acima de 16 U/L, mas inferiores a 4% do valor do CPK total podem sugerir lesão de musculoesquelético;

CK-MB acima de 25% do valor do CPK total pode indicar presença de isoenzima, nesse caso o indicado é dosar o CK-MB por meio de metodologias alternativas, como no caso do CK-MB por quimioluminescência. A interpretação deste exame é a seguinte: o CK-MB encontra-se predominantemente no músculo cardíaco, sendo responsável por aproximadamente 10 a 40% das miocardites. Os danos no miocárdio originam a liberação transitória de CKMB para a circulação. Esse aumento de CKMB atinge o auge entre 12 e 24 horas, depois regressa ao normal dentro de 48 a 72 horas.

CK-MB massa

Enquanto na dosagem de CK-MB é determinada a atividade da enzima, o teste de CK-MB massa detecta sua concentração, independentemente de sua atividade, o que torna o CK-MB massa mais confiável que os testes de CK-MB atividade. Dessa maneira, o CK-MB massa apresenta melhor sensibilidade analítica, pois detecta enzimas ativas e inativas.

A sensibilidade analítica também aumenta, já que pode detectar lesões no miocárdio 1 a 2 horas antes do CK-MB. A menor incidência de resultados falso-positivos ocorre devido ao fato de o teste não sofrer interferência de outras enzimas com atividade semelhante.

Na prática laboratorial podem-se encontrar valores de CK-MB maiores que CK total, isso ocorre devido a formas macromoleculares da enzima (macro-CK), que levam a resultados falso-positivos em ensaios de CK-MB.

Por meio de alguns exames de sangue é possível detectar tanto um risco para doença arterial coronariana como a presença de doença arterial coronariana. No primeiro caso, certas substâncias são dosadas e quando estão acima dos valores normais indicam um risco para desenvolver a doença arterial coronariana e, no segundo caso, algumas substâncias chamadas de enzimas, quando aumentadas, indicam dano ou isquemia no miocárdio.

A seguir serão apresentados os exames laboratoriais mais comumente realizados na avaliação do risco para doença arterial coronariana.

Troponina T


É um exame que começa a ser muito utilizado no diagnóstico do infarto agudo do miocárdio. Esta enzima é liberada no sangue a partir de 2 a 8 horas após a lesão do miocárdio. Os valores se elevam por um período de 2 horas a 14 dias após o infarto.

O resultado positivo significa que a concentração de Troponina T contida na amostra supera o valor de sensibilidade do teste, que é 0,1 ng/ml. Entretanto, o resultado negativo não permite excluir com segurança um infarto do miocárdio nas primeiras 8 horas após a aparição dos primeiros sintomas. Se a suspeita persistir, o exame deve ser repetido em intervalos apropriados.

Pode-se utilizar uma ampla gama de exames e procedimentos para a realização de diagnósticos rápidos e precisos. A tecnologia inclui as mensurações elétricas, os estudos radiográficos, a ecocardiografia, a ressonância magnética (RM), a tomografia por emissão de pósitrons (TEP) e o cateterismo cardíaco. A maioria dos procedimentos diagnósticos cardíacos apresenta apenas um risco mínimo, mas esse aumento de acordo com a complexidade do procedimento e a gravidade da cardiopatia subjacente.

Nos casos do cateterismo e da angiografia cardíacos, a probabilidade de uma complicação grave – como acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio ou morte – é de 1:1.000. Os testes de esforço apresentam risco de infarto do miocárdio ou de morte de 1:5.000. Virtualmente, o único risco dos estudos com radionuclídeos é originário da diminuta dose de radiação recebida pelo paciente, que é inferior à radiação recebida pelos indivíduos na maioria das radiografias.

Colesterol Total


Esse é um exame que determina a dosagem total de colesterol no sangue. A unidade de medida é em miligramas por decilitro de sangue (mg/dl). As frações são exames específicos. Abaixo estão os valores para o colesterol e as suas frações.

TGO – Transaminase glutâmico oxaloacética


No infarto agudo do miocárdio o aumento do TGO está ligado à necrose de células miocárdicas. A elevação é geralmente moderada, chegando a atingir 10 vezes o limite superior normal. A elevação da TGO aparece entre a sexta e a décima segunda hora após o episódio de dor, atinge seu nível máximo em 24 a 48 horas e o seu retorno ao normal se processa entre o quarto e o sétimo dia após o episódio de dor.

TGP – Transaminase glutâmica-pirúvica


Nos pacientes com infarto do miocárdio seus níveis de elevação sérica são leves ou ausentes. Entretanto, na insuficiência cardíaca ou no choque com necrose hepática presente pode-se ter níveis elevados. A aplicação principal da determinação desta enzima sérica está no diagnóstico da destruição hepatocelular.

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