Febre do recém-nascido: O que fazer?

As patologias que acometem os recém-nascidos (RN) são inúmeras, desde resfriados até problemas mais graves. Bebês pequenos devem ser observados com muito cuidado.

Em caso de febre prolongada, prostração, diminuição da aceitação alimentar, cansaço às mamadas, falta de ar, gemência e mudança de cor da pele (palidez ou cor arroxeada), o pediatra deve ser imediatamente procurado.

O que é?

A febre transitória do RN é também conhecida como febre de sede ou febre de fome, consiste na elevação da temperatura sem qualquer ligação com infecção ou intoxicação. Aparece entre o segundo e o quarto dia de vida durante e permanece por três ou quatro dias. A febre pode ser moderada ou elevada, ultrapassando, às vezes, 39 graus.

Quais os sintomas?


Coincide com a queda de peso da primeira semana de vida, sendo mais elevada nos dias quentes, daí a sua maior frequência no verão. Aparece em recém-nascidos normais, sendo admitida como causa a escassez de líquidos, leite ou água.

A febre em recém-nascidos e crianças menores de 3 meses deve ser sempre informada ao pediatra e a criança deve ser avaliada pelo médico. Lembre-se que crianças muito pequenas podem apresentar aumento da temperatura por excesso de roupas ou ambiente muito quente. Em casos assim, retire o excesso de roupas e coloque a criança em ambiente agradável para confirmar sua temperatura.

Como tratar a febre do recém nascido?


O tratamento, em primeiro lugar, deve ser administração de líquidos, água ou chá, e regularizar a alimentação. Evitar agasalhos exagerados; o uso de roupa excessiva é um dos maiores causadores.

Os pais devem procurar o pediatra o quanto antes em casos de febre. Esta se caracteriza pela elevação anormal da temperatura corporal, sendo considerada uma manifestação mais comum de doença na criança.

Pode-se definir que uma criança está febril quando sua temperatura corpórea exceder 37,3º C na axila. A redução da febre deve visar, fundamentalmente, o conforto da criança.

Cuidados a serem seguidos em RN com Febre:

– Remoção do excesso de roupas ou agasalhos;
– Colocar o RN em ambiente arejado e fresco;
– Realizar banhos de imersão em água por 15 minutos ou compressas com água fria nas axilas, virilha e fronte;
– Aumentar a oferta de líquido.

Alguns casos podem apresentar convulsão febril, que é provocada na ausência de outro fator causal. Ela é generalizada, dura menos que 15 minutos, ou se ocorrem em série, tem duração total menor que 30 minutos.

Fatores genéticos estão implicados a este processo. A presença de crise convulsiva febril em pais ou irmãos aumenta o risco do paciente ter crise convulsiva febril.

Neste caso os pais devem proteger o paciente de objetos a sua volta, retirar objetos da boca, posicionar a criança em decúbito lateral, não dar líquido enquanto a criança estiver desorientada e procurar socorro médico o mais rápido possível.

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