Início da Psicologia o Estruturalismo

O estruturalismo é uma vertente de pensamento compartilhada pela psicologia, filosofia, antropologia, sociologia e lingüista. Através dessa maneira de pensar, vê-se a sociedade e sua cultura formadas por estruturas sob as quais baseamos nossos costumes, língua, comportamento, economia, e demais fatores.

Vale destacar também que a administração faz uso dessa abordagem estruturalista, no desenvolvimento das chamadas ferramentas ciências de gestão.

Podemos dizer que o método estruturalista nada mais é que a analise da realidade social com base na construção de modelos que expliquem como se dão as relações a partir do que determinam como estruturas.

Para se entender melhor o estruturalismo, precisa-se entender o que é estrutura. Dizemos que é um sistema abstrato em que os fatos não são isolados e dependem entre si para determinar o todo. Por exemplo, as trocas econômicas dependem dos laços sociais, e estes por sua vez são determinados por sistemas de distinção e assim se segue.

São elementos inter-relacionados em que se percebe a força da estrutura e se vê que nem todo o fato pode ser entendido pelo que está à mostra, que existem elementos implícitos. Com isto, o estruturalismo acredita que os acontecimento estão sempre relacionados, não existindo fatos isolados.

O estruturalismo na psicologia

Considera-se como fundador da psicologia moderna Wilhelm Wundt, por ter criado, em 1879, o primeiro laboratório de psicologia na universidade de Leipzig, Alemanha. A psicologia só se tornou uma ciência independente da filosofia graças a Wundt, nos finais do século XIX.
Foi a partir deste acontecimento que se desenvolveram de forma sistemática as investigações em psicologia, através de vários autores que a esta ciência se dedicaram, construindo múltiplas escolas e teorias.

Wundt criou o que, mais tarde, seria chamado de Estruturalismo, por Edward Titchener; cujo objeto de estudo era a estrutura consciente da mente, as sensações. Segundo esta perspectiva, o objetivo da psicologia seria o estudo científico da Experiência Consciente através da Introspecção. Essa introspecção como vetor do estruturalismo na psicologia se dá através do estudo das estruturas da mente, da forma de compreensão e do tratamento do comportamento humano.
Titchener levou a ideia da Psicologia para os Estados Unidos da América, modificando-a em alguns pontos. As principais limitações do Estruturalismo residem no fato de a introspecção não ser um verdadeiro método científico incontestável e de esta corrente excluir a psicologia animal e infantil. Esta corrente foi extinta em meados do século XX. (Badcock, 1976).

Vale destacar que existe um antagonista ao Estruturalismo, o Funcionalismo. Nesse caso, o estudo foca nas unções desempenhadas pela mente, de forma a direcionar o comportamento. Tem influência na teoria darwinista da evolução e adaptação do homem. Seu maior expoente é John Dewey.

Ainda, cabe apontar que existe o pós-estruturalismo, sendo este a corrente de pensamento que surge a partir das críticas realizadas ao estruturalismo.

Por conta das condições históricas, o estruturalismo sofreu críticas desde a sua origem por aplicar um certo determinismo estrutural.

Nos tempos contemporâneos, entende-se que os estruturalistas não consideram a capacidade de agir do individuo dentro da estrutura, excluindo assim a chance de agir  por si e diferente do que está estabelecido pelo sistema.

A partir dessas perspectivas, vem o pós-estruturalismo não como contraponto ao estruturalismo, mas sim como uma desconstrução da vertente anterior ligada ao pós-modernismo. Para os integrantes do pós-estruturalismo, a realidade é construída socialmente e tem formato subjetivo. Isto dá liberdade de interpretação aos sujeitos, e esta desconstrução permite dissociar significante de significado.

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