A neoplasia maligna da mama é o segundo tipo de câncer mais incidente no mundo, excetuando-se o câncer de pele não melanoma. O câncer de mama é responsável por cerca de 10% de todos os tipos de câncer no mundo. A incidência mundial vem crescendo nesses últimos anos. No Brasil, o câncer de mama é a neoplasia maligna de maior incidência entre as mulheres, sendo responsável por 15% do total de mortes por câncer.O câncer de mama, quando diagnosticado em fases iniciais, tem grandes chances de cura, com uma sobrevida de 97% em cinco anos. A sobrevida é o parâmetro mais utilizado para avaliar resultados na área oncológica, inclusive epidemiológica, sendo possível abordar técnicas estatísticas de análise de sobrevida com observações obtidas em registros de serviços de saúde. Alguns fatores prognósticos para a sobrevida global em câncer de mama são: o tamanho do tumor, o status dos linfonodos e dos receptores hormonais, o grau histológico e a idade.

A detecção da doença em estágio inicial favorece tratamentos que podem erradicar totalmente o câncer de mama. Essa detecção precoce é realizada por meio do autoexame das mamas, exame clínico das mamas e a mamografia. Dentre os métodos de detecção precoce, a mamografia é considerada a mais eficaz. A mamografia é uma radiografia da mama, que detecta lesões iniciais, é um exame que todas as mulheres, acima dos 40 anos devem realizar, principalmente aquelas que possuem histórico familiar de câncer de mama ou altos riscos de desenvolver este mal. Deve ser realizado anualmente, ou em casos mais específicos em menor ou maior tempo.É um exame indicado para mulheres assintomáticas, para rastreamento da neoplasia, e para mulheres sintomáticas, para achados clínicos suspeitos de câncer mamário.


Quando é realizada a mamografia, é comum a presença de linfonodos em prolongamentos axilares. Os Linfonodos são pequenos órgãos de defesa espalhados no corpo e é nas axilas onde eles mais aparecem, sendo facilmente identificado pela mamografia.A presença ou não de doença metastática nos linfonodos é uma informação fundamental para definir estadiamento, tratamento e prognóstico do câncer de mama. Células metastáticas na linfa chegam ao linfonodo por vasos linfáticos aferentes na face convexa do órgão.

Muitas mulheres quando procuram um especialista para fazera mamografiapreventiva ou qualquer outro exame clínico da mama, descobrem que têm algum tipo de lesão. O que, nem sempre, é um câncer. É comum, principalmente após os 35 anos, algumas mulheres apresentarem na mamografia, calcificações, linfonodos axilaresdensidades e nódulos nas mamas. Estas alterações benignas são muito comuns na faixa etária e não têm uma causa determinada.

É importante salientar que todas as alterações apresentadas nos exames devem ser avaliadas por um especialista da área, pois só este profissional está apto a dizer se a lesão é ou não benigna.

Embora o câncer de mama seja considerado um câncer de bom prognóstico, é importante que as mulheres façam um controle anual com seu médico, e procurem imediatamente um mastologistacaso percebam algumaalteração nas mamas ou na região axilar. Isso vale, principalmente, para aquelas que estão entre 40 e 69 anos e que tem histórico familiar da doença.

Gostou do nosso conteúdo e ficou interessado em saber mais? Continue acompanhando o conteúdo do portal e venha conhecer os nossos cursos voltados para a área da saúde.