Perimetria: O que é?

A perimetria é um instrumento de avaliação utilizado pra mensurar edemas e linfedemas. As medidas devem ser feitas com fita métrica em intervalos de tempo periódicos e sempre pelo mesmo terapeuta. Nos membros superiores, tem-se como ponto de referência à fossa cubital. São realizadas mensurações da circunferência a cada 5cm acima e abaixo da fossa cubital.

O avaliado deverá estar em pé, de lado para o avaliador, com os pés um pouco afastados, distribuindo o peso do corpo igualmente sobre os membros inferiores. As medidas devem ser feitas com a fita métrica bem ajustada sobre a parte a ser medida, não muito apertada a ponto de criar uma endentação na gordura, nem frouxa para que a fita deslize. Quando forem obtidas diferenças de medidas inferiores a três centímetros o linfedema é considerado leve, entre três e cinco centímetros moderado, superior a cinco centímetros, severo, quando comparado às medidas de ambos os membros.

Objetivos e conduta terapêutica

Ao final da avaliação, devem ser traçados os objetivos e determinada à conduta da intervenção terapêutica no período pré-operatório. Sinalizar os pontos que norteiam e justificam o tratamento e a conduta que será adotada no período pós-operatório.

Avaliação Pós-Operatória

Caso a avaliação pré-operatória tenha sido realizada, neste momento, o terapeuta irá apenas conferir rapidamente os dados coletados anteriormente, completando a ficha de avaliação. Caso não tenha sido possível realizar a avaliação pré-operatória do paciente, os dados de identificação e anamnese devem ser colhidos.


Na avaliação pós-operatória deve-se completar a história cirúrgica, questionando a respeito do tipo de mamoplastia realizada (aumento, redução, mastopexia, ablativa, reconstrução, ginecomastia). Caso tenha realizado implante de prótese de silicone, questionar o tipo de prótese utilizada (lisa, texturizada, poliuretano), perfil (baixo, alto, anatômico) e o tamanho das próteses.


Questionar qual foi o tempo de internação, o tipo de anestesia utilizado e se houve alguma intercorrência durante a cirurgia. Perguntar sobre a presença de dor, alterações de sensibilidade e estado geral do paciente.


É importante ressaltar que caso a paciente não saiba responder a alguma destas questões e importante que o profissional contacte o cirurgião responsável pelo procedimento para tomar conhecimento de todos os detalhes da cirurgia e de possíveis restrições de posicionamento e recomendações gerais.


No pós-operatório, o exame físico é restrito à aferição de sinais clínicos, a inspeção e à palpação e à perimetria. Durante a inspeção, busca-se observar a localização e extensão das cicatrizes, coloração da pele, presença de fístulas, manchas, hematomas, equimoses, seromas, fibroses, edemas e linfedemas. Também é importante verificar se o paciente está em posicionamento antálgico e utiliza dreno de sucção.


Durante a palpação, verificar a presença de dor à palpação, edema, temperatura e sensibilidade local e aderências teciduais (palpar as regiões operadas procurando por áreas de endurecimento) e linfedema.


Ao final da avaliação pós-operatória, devem ser traçados os objetivos do tratamento e a conduta terapêutica que será adotada. Considerando-se sempre que o paciente pós-operado deve ser inspecionado e reavaliado em sua evolução a cada atendimento, ajustando-se a conduta, se necessário.

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