Planejamento: Plano de Cuidados de Enfermagem

A etapa de planejamento refere-se ao estabelecimento das prioridades e objetivos de atenção frente às duas primeiras etapas do processo de enfermagem. Cabe ao enfermeiro assegurar o registro dos cuidados realizados ao cliente idoso.

Quais os objetivos do plano de enfermagem?

Acrescenta-se que o plano deve promover a comunicação entre os cuidadores, direcionar o cuidado e a documentação, de ser utilizado para avaliar, pesquisar e para questões legais, e registrar a necessidade de cuidados para reembolso dos convênios. (ALFARO-LEFEVRE, 2005).
Horta (1979, p. 65) complementa que o plano de cuidados “é a determinação global da assistência de enfermagem que o ser humano deve receber diante do diagnóstico estabelecido”. O plano de cuidados é a resultante da análise do diagnóstico de enfermagem, examinando-se os problemas de enfermagem, as necessidades humanas básicas afetadas e o grau de dependência do indivíduo, da família e da comunidade. Timby (2001, p. 40) acrescenta que no planejamento “a enfermeira prioriza os problemas identificados, identifica resultados ou metas mensuráveis, seleciona intervenções adequadas e documenta no plano de cuidados”.

Entendendo a classificação das intervenções em enfermagem

Entretanto, existem diversas classificações de intervenções de enfermagem, destaca-se: a Classificação das Intervenções em Enfermagem (NIC), sendo esta elaborada pela North American Nursing Diagnosis Association (NANDA) que está em consonância com a taxonomia de diagnósticos de enfermagem.
Portanto, o enfermeiro estabelece as intervenções de enfermagem que serão prescritas sob a forma de ações/cuidados de enfermagem, como estratégias de reunir as condições que venham satisfazer as necessidades do indivíduo, da família e da comunidade.
Conclui-se que nesta fase, após a coleta de informações e da elaboração dos diagnósticos de enfermagem é que serão identificadas as intervenções de enfermagem que quando aplicadas buscarão resultados apropriados para a prevenção de complicações. A manutenção, a recuperação e/ou a reabilitação da saúde do cliente, da família e da comunidade.

Implementação

A etapa de implementação é de colocar o plano em ação e prática que permite: emitir e receber informações, estabelecer as prioridades diárias, investigar, executar as ações de enfermagem, e alterar as ações/cuidados de enfermagem em consonância com o processo saúde-doença do sujeito. (ALFARO-LEFREVE, 2005). Horta (1979, p. 66) acrescenta que a implementação se dá por meio de um “roteiro diário ou aprazado que coordena a ação da equipe de enfermagem nos cuidados adequados ao atendimento das necessidades básicas e específicas do ser humano”.
Enfim, a implementação estará relacionada à execução dos cuidados que foram pensados criticamente pelo enfermeiro e colocados no plano de cuidados por meio de intervenções que na prescrição de enfermagem são consideradas como ações/cuidados de enfermagem.
Assim, cada cliente recebe os cuidados individualizados e de acordo com as necessidades humanas básicas afetadas para auxiliar na prevenção de complicações, na manutenção ou no restabelecimento de sua saúde.

Avaliação


A última etapa do processo de enfermagem é a avaliação que consiste em ser a chave da excelência do cuidado de enfermagem ao cliente. Considera-se avaliação de um plano individualizado que perpassa as etapas anteriores do processo de enfermagem, que permite o enfermeiro assumir uma postura de manter, de alterar ou de finalizar um plano de atenção à pessoa idosa.
Portanto, a avaliação de enfermagem (evolução) permite um “relato diário ou periódico das mudanças sucessivas que ocorrem no ser humano enquanto estiver sob assistência profissional”. (HORTA, 1979, p. 67). A evolução é em síntese uma avaliação global dos diagnósticos e do plano de cuidados que foi implementado.
Na evolução de enfermagem apresenta-se o prognóstico do cliente que se entende como “a capacidade do ser humano em atender as suas necessidades básicas após a implementação do plano assistencial e à luz dos dados fornecidos pela evolução.” O prognóstico indicará as condições que o cliente está adquirindo com o passar do tempo e pela ação das medidas instituídas pelo profissional. (HORTA, 1979, p. 68).
Portanto, a aplicação do processo de enfermagem proporciona, tanto na prática como na educação, a elaboração de habilidades de pensamento crítico e reflexivo necessários para o exercício profissional de maneira segura e eficaz.
No entanto, evidencia-se que quando o enfermeiro percebe por meio de suas experiências e práticas as reais demandas de cuidados alicerçados no conhecimento técnico-científico, consequentemente, propõe ações sistematizadas e individualizadas priorizando as reais necessidades do indivíduo. Neste sentido, Timby (2001, p. 35) refere que “é um conjunto de ações que levam a um determinado resultado.
O processo de enfermagem é uma sequência organizada de etapas identificadas que são utilizadas pelo enfermeiro para solucionar os problemas de saúde dos pacientes”.
Resumindo, Alfaro-Lefevre (2005, p. 29) complementa referindo que o processo de enfermagem é uma ferramenta que sistematiza e dinamiza a prestação de “cuidados de enfermagem e de promoção de um cuidado humanizado, dirigidos aos resultados e de baixo custo”. Ainda possibilita aos enfermeiros expressar o pensamento crítico reflexivo contínuo sobre o processo saúde-doença, bem como a busca de conhecimentos técnico-científicos para atuar em diversos contextos de saúde.
O processo de enfermagem quando utilizado como ferramenta científica pelo enfermeiro na visita domiciliar no contexto do Programa de Saúde da Família, ou na consulta de enfermagem tem como objetivo levantar e gerar informações pertinentes à saúde do cliente assistido, visando um planejamento de ações individualizadas e resolutivas.
Deste modo, resultando na promoção da saúde, bem como na melhoria da qualidade de vida do indivíduo, da família e da comunidade.
Por sua vez, a avaliação da pessoa idosa constitui-se numa abordagem interdisciplinar relacionada às questões biológicas, psicológicas, sociais, culturais e espirituais, que permitem prevenir, manter ou recuperar as funções do organismo em convalesça.
Salienta-se que o cuidado propiciado ao idoso é contínuo, o qual deve ser avaliado por uma equipe interdisciplinar na busca da promoção de saúde, da prevenção de doenças e complicações. Lembre-se que a família é fator indispensável para o sucesso do cuidado ao idoso fragilizado.

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