Princípios Gerais no Controle à Dor

Princípios Gerais no Controle à Dor

Os princípios do controle da dor em pacientes com câncer têm sido sumariados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) por meio de um método eficaz, podendo-se aliviar a dor do câncer em 80% dos casos.

A eficácia dessa intervenção baseia-se na tática de administração de analgésicos baseada na intensidade da dor referida pelo paciente e na resposta dessa dor à analgesia empregada.

Quando o paciente refere pouca dor intensa (até 5 na escala analógica), inicia-se o tratamento com analgésico não opióide. Se a dor é moderada ou forte (de 5 a 7), um analgésico opióide fraco pode ser adicionado. Nas dores muito intensas (mais de 8), pode-se iniciar com analgésico opióide forte (figura 2).

Conheça os seis princípios

Este método pode ser resumido em seis princípios:

  • boca;
  • relógio;
  • escada;
  • indivíduo;
  • Uso de adjuvantes;
  • Atenção aos detalhes.

Pela boca

A via oral é a via de escolha para a administração de medicação analgésica (e outras), sempre que possível. Poupa o paciente do incômodo de injeções. Dá ao paciente maior controle sobre sua situação, e autonomia para o autocuidado. 

Pelo relógio

Medicação analgésica para dor de moderada a intensa deve ser administrada a intervalos fixos de tempo. Escala de horário fixo assegura que a próxima dose seja fornecida antes que o efeito da anterior tenha passado efeito de alívio da dor mais consistente. 

Pois quando é permitido à dor que esta apareça antes da próxima dose, o paciente experimenta sofrimento extra de forma desnecessária e a tolerância pode ocorrer, necessitando doses maiores do analgésico.

Pela escada

A OMS desenvolveu uma escada analgésica de três degraus para guiar o uso sequencial de drogas, no tratamento da dor de câncer (Figura 2).

Para o indivíduo

As necessidades individuais para analgesia variam enormemente (a média dos pacientes vai requerer o equivalente a 60-120 mg de morfina oral, por dia; alguns vão necessitar de menores doses e uma pequena percentagem pode solicitar doses altas, acima de 2000mg/ dia).

A dosagem e escolha do analgésico devem ser definidas de acordo com a característica da dor do paciente.

A dose certa de morfina é aquela que alivia a dor do paciente sem efeitos colaterais intoleráveis.

Uso de adjuvantes

medicamentos empregados para aumentar a analgesia (corticosteróides, anticonvulsivantes).

Para controlar efeitos adversos dos Opiáceos (antieméticos, laxativos).

Para controlar sintomas que estão contribuindo para a dor do paciente, como ansiedade, depressão, insônia.

Atenção aos detalhes

Dar ao paciente e cuidadores instruções precisas, tanto escritas quanto orientadas verbalmente, sobre os nomes dos medicamentos, sua indicação, dosagem, intervalo entre as tomadas e possíveis efeitos colaterais.

Explorar a “Dor Total” do paciente, determinando o que o paciente sabe sobre sua situação, seus medos e crenças. Para pacientes com dor leve a moderada, o primeiro degrau é usar droga não opiácea, com adição de uma droga adjuvante, conforme a necessidade.

Se a droga não opiácea, dada na dose e frequência recomendada não alivia a dor, passa-se para o segundo degrau, onde se adiciona um opiáceo fraco. Se a combinação de opiáceo fraco com o não opiáceo também não for efetiva no alívio da dor, substitui-se o opiáceo fraco por um forte.

Gostou do conteúdo e ficou interessado em saber mais? Siga acompanhando nosso portal e fique por dentro de todas nossas publicações. Aproveite também para conhecer nossos cursos e ampliar seus conhecimentos.

Receba novidades dos seus temas favoritos

Se aprofunde mais no assunto!
Conheça os cursos na área da Saúde.

Mais artigos sobre o tema