Prova de função pulmonar, volumes e capacidades respiratórias

As provas de função pulmonar são rotineiramente utilizadas nos pacientes com distúrbios respiratórios crônicos.


Elas são realizadas para avaliar a função respiratória e determinar a extensão da disfunção. Tais testes incluem as medições dos volumes pulmonares, função ventilatória e a mecânica da respiração, disfunção e troca gasosa.


As provas de função pulmonar são úteis no acompanhamento da evolução de um paciente com uma doença respiratória estabelecida e na avaliação em indústrias potencialmente perigosas, como a mineração de carvão e aquelas que envolvem a exposição ao asbesto e outros fumos nocivos, poeiras ou gases. Elas são úteis para triar pacientes agendados para cirurgia abdominal superior e torácica, bem como para pacientes sintomáticos com uma história sugestiva de alto risco.


Os resultados das provas de função pulmonar são interpretados com base no grau de desvio da normalidade, levando em consideração a altura, peso, idade e sexo do paciente.

Volumes e capacidades respiratórias


A cada ciclo respiratório que executamos, certo volume de ar entra e sai de nossas vias respiratórias durante uma inspiração e uma expiração, respectivamente. Em uma situação de repouso, em um jovem e adulto saudável, aproximadamente 500 ml de ar entram e saem a cada ciclo. Este volume de ar, que inspiramos e expiramos normalmente a cada ciclo, corresponde ao que chamamos de Volume Corrente.

Além do volume corrente, inspirado em uma respiração normal, numa situação de necessidade podemos inspirar um volume muitas vezes maior, numa inspiração forçada e profunda. Tal volume é chamado de Volume de Reserva Inspiratório e corresponde a, aproximadamente, 3.000 ml de ar num jovem e saudável adulto.


Da mesma forma, se desejar, pode expirar profundamente, além do volume que normalmente expiramos em repouso, um maior volume de ar que é denominado Volume de Reserva Expiratório e corresponde a, aproximadamente, 1.100 ml.


Mesmo após uma expiração profunda, um considerável volume de ar ainda permanece no interior de nossas vias aéreas e de nossos alvéolos. Trata-se do Volume Residual, de aproximadamente 1.200 ml.


O Volume de Reserva Inspiratório somado ao Volume Corrente corresponde ao que chamamos de Capacidade Inspiratória (aprox. 3.500 ml).


O Volume de Reserva Expiratório somado ao Volume Residual corresponde ao que chamamos de Capacidade Residual Funcional (aprox. 2.300 ml).


O Volume de Reserva Inspiratório somado ao Volume Corrente mais o Volume de Reserva Expiratório corresponde à Capacidade Vital (aprox. 4.600 ml).


Finalmente, a soma dos Volumes Corrente, de Reserva Inspiratório, de Reserva Expiratório mais o Volume Residual, corresponde à nossa Capacidade Pulmonar Total (aprox. 5.800 ml).


Se multiplicarmos o volume de ar inspirado e expirado normalmente pela frequência respiratória (número de ciclos respiratórios a cada minuto), obteremos o volume de ar inspirado e expirado durante 1 minuto: Tal volume é conhecido como Volume Minuto Respiratório (aprox. 6.000 ml/min): Volume Minuto Respiratório = Volume Corrente. Frequência Respiratória

Se subtrairmos o Volume Corrente daquele volume que permanece no interior de nosso espaço morto anatômico-fisiológico (aprox. 150 ml), obteremos o nosso Volume: Alveolar (350 ml): Volume Alveolar = Volume Corrente – Volume do Espaço Morto


O Volume Alveolar multiplicado pela frequência respiratória nos traz um valor que é conhecido como Ventilação Alveolar (4.200 ml/min): Ventilação Alveolar = (Vol. Corrente – Vol. espaço morto). Frequência Respiratória

Circulação pulmonar:


A circulação pulmonar tem muitas diferenças em relação à circulação sistêmica:

– A musculatura lisa das arteríolas da circulação sistêmica: organizada e espessa;

– A musculatura lisa das arteríolas da circulação pulmonar: fina e delgada;

– A pressão média na circulação pulmonar é bem menor que a pressão da circulação sistêmica, na saída do ventrículo direito à pressão é infinitamente menor que na saída do ventrículo esquerdo.


A artéria pulmonar oferece uma menor resistência, sendo muito complacente e, portanto oferecendo uma menor resistência para o sangue ejetado do ventrículo direito, já a artéria aorta oferece uma grande resistência, pois é muito calibrosa o que aumenta a pressão para o sangue ser ejetado.


Menor resistência oferecida na circulação pulmonar acarreta a uma menor velocidade de fluxo, é importante lembrar que o DC da circulação pulmonar é igual ao da circulação sistêmica.


Essa diferença de pressão é importante, pois com uma menor pressão há mais tempo para que ocorram as trocas gasosas entre os capilares e os alvéolos.

A pressão da circulação pulmonar não pode aumentar em demasiado, pois ocorrerá um edema pulmonar, então, quando fazemos exercícios físicos à complacência da circulação pulmonar tem que aumentar rapidamente, por meio de:


– Distensão: vasos se distendem com o aumento do DC, o que mantém a pressão a níveis aceitáveis.


– Recrutamento: vasos que antes não recebiam um fluxo de sangue por causa do menor DC, durante o exercício físico são tão complacentes que permitem a passagem de fluxo sanguíneo o que mantém a pressão níveis aceitáveis.


Para as hemácias o tempo necessário para as trocas gasosas completas é cerca de 0,25s, mas durante o exercício físico este tempo aumenta para cerca de 0,75s para as trocas completas, este tempo na realidade é o tempo em que a hemácia atravessa todo o comprimento do capilar, mas durante o exercício físico a hemácia cruza o capilar em cerca de 0,30s e as trocas são incompletas.


Hipóxia: condição na qual os tecidos não podem utilizar ou não recebem O2 suficientes para suas funções normais.


Hipóxia alveolar: alvéolo mal ventilado por qualquer razão.


Quando o alvéolo é mal ventilado por qualquer razão, tem-se como consequência menos O2 para a respiração então a substância vaso constritora é secretada o que causa ao vaso constrição dos vasos aumentando a pressão o que por sua vez causará um edema pulmonar.

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