Sinais vitais nos primeiros socorros

Em uma situação em que nos deparamos com algum familiar, amigo ou até alguém por quem passamos na rua, necessitando de ajuda por ocasião de algum acidente ou mal súbito, notamos que a primeira coisa que o socorrista efetua é a aferição dos sinais vitais. Isso normalmente, em situações cotidianas, também é feito no acolhimento dos atendimentos do SUS, com o intuito de direcionar melhor o atendimento.

Nesses casos é usual mensurar a temperatura e aferir a pressão. Já em situações de acidentes e quando as pessoas passam mal sem alguma explicação, costumasse verificar a pulsação e a respiração, com o intuito de saber se o indivíduo não precisa ser reanimado ou alguma intervenção para recuperar os seus sinais vitais. Abaixo vamos explicar melhor o que são, quais são os sinais vitais e seus índices normais.

Os sinais vitais são indicadores das funções vitais e podem orientar o diagnóstico inicial e acompanhar a evolução do quadro clínico de uma vítima. São considerados também como os sinais emitidos pelo nosso corpo de que suas funções vitais estão normais e que qualquer alteração indica uma anormalidade.

Os sinais vitais são: pulso, respiração, pressão arterial e temperatura.

Pulso
É a ondulação exercida pela expansão das artérias seguida por uma contração do coração. Nada mais é que a pressão exercida pelo sangue contra a parede arterial em cada batimento cardíaco.

O pulso pode ser percebido sempre que uma artéria é comprimida contra um osso. Os locais mais comuns para obtenção do pulso são nas artérias carótida, radial, femoral e braquial. Pode ainda ser verificado através da ausculta cardíaca com o auxílio de um estetoscópio e denominamos pulso apical. Na verificação do pulso deve-se observar a sua freqüência, ritmo e volume.

Índices Normais De Pulso

Homem 60 a 70 bpm

Mulher 65 a 85 bpm

Criança 80 a 120 bpm

Bebê 100 a 160 bpm

Respiração
A respiração refere-se a entrada de oxigênio na inspiração e a eliminação de dióxido de carbono através da expiração. É a sucessão rítmica de movimentos de expansão e de retração pulmonar com a finalidade de efetuar trocas gasosas entre a corrente sanguínea e o ar nos pulmões.

Para avaliar a respiração devemos verificar seu caráter, se ela é superficial ou profunda, seu ritmo que pode ser regular e irregular e por último sua frequência, ou seja, a quantidade de movimentos respiratórios por minuto.

Índices normais da respiração

Homem 15 a 20 movimentos respiratórios por minuto

Mulher 18 a 20 movimentos respiratórios por minuto

Criança 20 a 25 movimentos respiratórios por minuto

Lactente 30 a 40 movimentos respiratórios por minuto

Outros fatores podem alterar os valores normais da respiração como exercícios físicos, medicamentos, fatores emocionais, portanto, é importante que o socorrista saiba reconhecer estas alterações.

São empregados termos específicos para definir as alterações dos padrões respiratórios, tais como:
Eupnéia: respiração normal, com movimentos regulares, sem dificuldades;

Apnéia: é a ausência dos movimentos respiratórios;

Dispnéia: dificuldade na execução dos movimentos respiratórios;

Bradipnéia: diminuição da frequência respiratória;

Taquipnéia: aumento da frequência respiratória.

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