Sugestões para diminuir a dor causada pelas injeções

Muitas pessoas costumam ter medo de fazer as injeções necessárias como a vacina da gripe e muito é pela dor causada pode ser uma reação leve da aplicação ou até mesmo por causa do musculo que estava muito rígido na hora da aplicação.

Na hora da aplicação, separamos algumas dicas que podem ajudar nesse momento.

Algumas dicas para a hora da aplicação

• Transmitir confiança;
• Introduzir a agulha com movimento rápido;
• Injetar a solução vagarosamente;
• Fazer rodízio de locais de aplicação, evitando áreas doloridas;
• Escolher a agulha ideal ao tipo de paciente e de vacina;
• Manter o paciente em posição confortável;
• Após a aplicação fazer, por alguns segundos, pressão leve e constante no local de penetração da agulha. Massagear a área, a não ser que haja contraindicação.


Aplicação via Intradérmica (ID)

É a aplicação de drogas na derme. A via intradérmica é geralmente utilizada para realizar testes de hipersensibilidade, em processo de dessensibilização e imunização.

Área de aplicação

A vacina BCG intradérmica é aplicada na área de inserção inferior do deltoide direito.

Materiais necessários

• Seringa de insulina;
• Algodão seco;
• Algodão embebido no álcool 70%;
• Agulha pequena: 13 x 3,8 ou 4,5;
• Saco plástico para resíduos.

Método

• Preparar a vacina conforme técnica anteriormente descrita;
• Explicar ao responsável do paciente o que vai fazer e deixá-lo em posição confortável;
• Expor a área de aplicação e proceder à antissepsia do local escolhido;
• Firmar a pele com o dedo polegar e indicador da mão não dominante;
• Com a mão dominante, segurar a seringa quase paralela à superfície da pele (15º) e com bisel da agulha voltado para cima, injetar o conteúdo da seringa. A penetração da agulha não deve ultrapassar 2 mm (somente o bisel);
• Retirar a agulha, colocar o algodão seco somente se houver sangramento ou extravasamento do líquido;
• Não friccionar;
• Providenciar a limpeza e a ordem do local;
• Anotar na carteirinha de vacinação e nas anotações da Unidade de Saúde.

São observações importantes:

*Alguns autores sugerem realizar a injeção ID sem antissepsia, evitando interferir na reação da droga.

*A substância injetada deve formar uma pequena pápula na pele, aspecto conhecido como casca de laranja.

Via Subcutânea (SC)

A via subcutânea, também chamada de hipodérmica é indicada principalmente para drogas que não necessitam ser tão rapidamente absorvidas. Além de algumas vacinas, as insulinas, a adrenalina, a heparina e outros hormônios têm indicação específica para esta via.

Material

Seringa de 0,5 ou 1 ml (tipo insulina);
Agulhas pequenas 13×3,8 ou 4,5;
Álcool 70%;
Algodão;
Saco plástico para resíduos.

Método

– Preparo da medicação conforme técnica anteriormente descrita;

– Explicar ao responsável do paciente o que se vai fazer e deixá-lo confortável;

– Expor a área de aplicação e proceder à antissepsia do local escolhido;

– Permanecer com algodão na mão não dominante;

– Segurar a seringa com a mão dominante como se fosse um lápis;

– Com a mão não dominante, fazer uma prega na pele, na região onde foi feita a antissepsia;

– Nesta prega cutânea, introduzir a agulha com rapidez e firmeza, com ângulo de 90º (perpendicular à pele);

– Aspirar para ver se atingiu um vaso sanguíneo;
– Injetar o líquido vagarosamente;

– Esvaziada a seringa, retirar rapidamente a agulha, e com algodão fazer leve pressão e logo após, fazer massagem;

– Providenciar a limpeza e a ordem do material;

– Anotar na carteirinha de vacinação e nas anotações da Unidade de Saúde.

Via Intramuscular (IM)

É a administração da substância dentro do tecido muscular.

Locais de aplicação:
• Região do deltoide: músculo deltoide.
• Região de face anterolateral da coxa (FALC) – músculo vasto lateral (terço médio da coxa).

Para aplicar uma injeção intramuscular as agulhas geralmente utilizadas são:
25 x 7: 30 x 8.

Angulação da agulha

Na região do deltoide e dorsoglútea, a posição é perpendicular à pele, num ângulo de 90º. Na região FALC o ângulo deve ser de 45º, em direção do pé.

Material

• Seringa de 3 ml ou 5 ml (para as vacinas);
• Agulhas de acordo com a espessura da pele ou tabela de vacinação;
• Álcool 70%;
• Algodão;
• Saco plástico para resíduos.

Método

• Preparo da medicação conforme técnica anteriormente descrita;
• Explicar ao responsável do paciente o que se vai fazer e deixá-lo confortável;
• Expor a área de aplicação e proceder à antissepsia do local escolhido;
• Com os dedos polegar e indicador da mão dominante, segurar o corpo da seringa e colocar o dedo médio sobre o canhão da agulha;
• Com a mão não dominante, proceder à antissepsia do local. Depois, manter o algodão entre o dedo mínimo e anular da mesma mão;
• Ainda com a mão não dominante esticar a pele, segurando firmemente com o músculo; • Introduzir rapidamente a agulha com o bisel voltado para o lado, no sentido das fibras musculares;
• Com a mão não dominante, puxar o êmbolo, aspirando, verificando se não atingiu um vaso sanguíneo;
• Empurrar o êmbolo vagarosamente, introduzindo a vacina;
• Terminada a aplicação, retirar rapidamente a agulha e fazer uma leve pressão com o algodão;
• Fazer massagem local enquanto observa o paciente;
• Providenciar a limpeza e a ordem do material;
• Anotar na carteirinha de vacinação e nas anotações da Unidade de Saúde.


Injeção intramuscular

 Posição do cliente

Deltoide Face: lateral do braço, aproximadamente quatro dedos abaixo do acrômio, no centro do músculo deltoide. Preferencialmente sentado, com o antebraço flexionado, expondo completamente o braço e o ombro.

Dorso-glútea: Dividir o glúteo em quatro partes traçando uma linha horizontal imaginária, do grande trocanter a parte mais proeminente da região sacra e uma vertical da crista ilíaca.

Aplicar no quadrante superior externo. Deitado, em decúbito ventral, com a cabeça de preferência voltada para o aplicador – a fim de facilitar a observação de qualquer manifestação facial de desconforto ou dor durante a aplicação. Os braços devem ficar ao longo do corpo e quando possível, os pés virados para dentro.

Deve-se evitar a aplicação com o cliente em decúbito lateral, pois nessa posição há distorção dos limites anatômicos, aumentando a possibilidade de punções mal localizadas.

Quando a posição da aplicação for em pé, deve solicitar ao cliente que flexione levemente a perna em que será aplicada a injeção, assim diminui um pouco a contração do músculo e a dor.

No caso de crianças, especialmente as agitadas, há necessidade de uma contenção firme, sendo recomendado o auxílio da mãe, colocando a criança em decúbito ventral no colo, segurando os braços com as mãos e colocando as pernas da criança entre suas pernas, firmando bem.

Músculo vasto lateral da coxa (FALC) Dividir a coxa em três partes e fazer a aplicação na região anterolateral do terço médio. De preferência, o cliente deve ficar sentado, com a perna fletida, ou deitado em decúbito dorsal, com as pernas distendidas. Crianças sempre no colo da mãe.

São observações importantes:

Se ao aspirar, vier sangue na seringa, retirá-la imediatamente e aplicar em outro lugar.

O volume máximo para a injeção IM é de 5 ml. Volume acima de 5 ml fracionar e aplicar em locais diferentes.

A utilização do músculo deltoide é contraindicada em clientes com complicações vasculares do membro superior, clientes com parestesia ou paralisia do braço, e mulheres que sofreram mastectomia.

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