Teorias de enfermagem: a importância para a implementação da SAE

A viabilidade da organização da assistência de enfermagem está direcionada as ações sistematizadas e inter-relacionadas, ou seja, o Processo de Enfermagem (PE) representa uma abordagem ética e humanizada de enfermagem, focando a resolução de problemas dirigidos às necessidades de cuidados de enfermagem e saúde de um cliente.

A SAE é uma atividade regulamentada pela Lei do Exercício Profissional da enfermagem segundo Horta. O método, mas usual no Brasil foi teorizado, estudado e desenvolvido na década de 60, por Wanda de Aguiar Horta, designado Processo de Enfermagem – PE, dirigindo a assistência ao ser humano e dividido em fase: histórico de enfermagem, diagnóstico de enfermagem, plano assistencial, plano de cuidados, evolução e prognóstico de enfermagem.

Através da Lei do Exercício Profissional, Lei n° 7498/86, em seu artigo 8°, a legislação brasileira, dispõe: a participação do enfermeiro na elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde.

Resolução do COFEN

272/2002 revogada pela 358/2009, discorrendo sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente nas Instituições de Saúde Brasileira vem colaborar com a necessidade desta prática pelo enfermeiro. A SAE é a principal forma para a melhoria da qualidade da assistência e fortalecimento da enfermagem como profissão.

Os propósitos da SAE são permitir utilizar o conhecimento e habilidade de forma organizada e orientada:

  • Viabilizar a comunicação do enfermeiro com outros profissionais e demais colegas de outras especialidades, engloba os problemas atual no cotidiano do cuidado;
  • Essencial na provisão de um cuidado abrangente e qualificativo para o paciente;
  • Importante avanço no combate para a autonomia profissional e desmitifica a ideia que a prática de enfermagem é apenas baseado na prescrição médica.

Do processo de enfermagem a SAE no brasil

Em meados da década de 1950, houve uma necessidade e um veemência por parte dos enfermeiros em criar um conhecimento específico, e para este conhecimento, desenvolve-se, só seria possível através de teorias própria da enfermagem. Baseado neste conhecimento teórico houve a descentralização do modelo biomédico do cuidado, beneficiando o foco do cuidado de enfermagem ao cliente, e não apenas em sua patologia.

Desde a década de 1950, houve proposta organizacional do conhecimento de enfermagem, respeitosamente um grande avanço na construção e na organização das teorias de enfermagem.

Segundo Cruz,, no final da década de 1960, baseado nos estudos de Horta, que os enfermeiros brasileiros direcionaram sua atenção para o processo de enfermagem.

Para HORTA, (1979) o processo de enfermagem é “a dinâmica das ações sistematizadas e inter-relacionadas, visando à assistência ao ser humano”. Wanda de Aguiar Horta nasceu, no dia 11 de agosto de 1926, em Belém, filha de um militar.

Obteve a certificação em enfermagem no ano de 1948, pela escola de Enfermagem de São Paulo (Universidade de São Paulo) – USP, licenciada em História Natural no ano 1953, em 1962 concluiu sua pós-Graduação em pedagogia e didática aplicada à Enfermagem, perpetrou doutorado em enfermagem e livre docência em fundamentos de enfermagem pela Escola Ana Néri em 1968, e posteriormente a um concurso recebeu o titulo de professor adjunto da USP.
Em junho de 1981, Horta com 52 anos veio a falecer, e deixou inúmeros estudos no qual foram considerados inovadores, estimulantes e complexos para a época, morrendo infelizmente sem ter sua teoria validada.

No ano de 1979, após a publicação do livro “Processo de Enfermagem” de Wanda de Aguiar Horta, foi empregado “sistematização das ações de enfermagem”, baseada na teoria de Maslow a teoria das necessidades humanas básicas, sob classificação de João Mohana, no qual ela denominou esta metodologia como Processo de Enfermagem.
Hoje a atuação do profissional da área de enfermagem está fundamentada juridicamente, na Lei do Exercício Profissional, Lei n° 7498/86, em seu artigo 8°, a exemplo qual dispõe sobre a participação do enfermeiro na elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde. Em 1980, o Decreto-lei 94406/87 (BRASIL, 1986) da Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente.

O exercício profissional da enfermagem, definiu as práticas de enfermagem sendo atividade exclusiva do enfermeiro a elaboração da prescrição de enfermagem, havendo uma maior incorporação da SAE à prática do enfermeiro, tornando cada vez mais frequente após a implementação desta metodologia, efetivando sua prática
profissional.

 Tendo ainda a resolução do COFEN 272/2002 revogada pela 358/2009 que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE, nas instituições de saúde brasileira.
Com base na resolução acima citada, sua operacionalização passou a ser englobada em cinco etapas, sendo elas: Anamnese e exame físico (Coleta de dados/Investigação), Diagnóstico de enfermagem, Planejamento (resultados esperados), Implementação (prescrição de enfermagem) e Evolução (avaliação).

Possibilidades de implementação da SAE

Há diferentes exemplos de gestão que influenciam no processo de implantação/implementação sendo o molde que foi tomado foi o da Gestão Participativa, no que há o envolvimento de toda a equipe de enfermagem na confecção de uma ferramenta, para a implementação e execução da sistematização da assistência de enfermagem.

A partir de setor isolado de uma instituição, poderá ocorrer o processo de implantação/implementação, como é efetivado em alguns hospitais, ou seja, através de uma escolha de um grupo de pacientes de uma área especializada ou de uma unidade de internação onde se poderá utilizar a Sistematização da Assistência de Enfermagem.

A estratégia de implantação/implementação da SAE, é uma marcha importante, e por meio de uma adoção institucional de gestão participativa o processo poderá ser potencializado, no qual as pessoas são sujeitos no processo, tem a possiblidade de abranger o que Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente.

Sendo a principal dificuldade de implantação/implementação da SAE, é o tempo minimizado principalmente em unidade hospitalar onde o tempo significa uma questão de vida ou morte, assim considerando que a enfermagem é mutável e inovadora a todo momento é possível unir a tecnologia com a ciência no modo de informatizar a SAE, se que ocorra a robotização do cuidado, ou seja sem que perca há essência humana e que sirva como uma proposta de globalizar onde a tecnologia proporcione ao enfermeiro utilizar a SAE de maneira mais ágil, impedindo que fique estacionada como um velho paradigma.
Com um instrumento para coleta de dados organizado e validado, permitiu a redução do tempo e praticidade para os enfermeiros no sentido de elaborar um plano de cuidado, com uma assistência de qualidade a considerar a relevância da SAE, observando a necessidade de uma capacitação para os profissionais para execução do trabalho com um instrumento específico e aplicável com a realidade, a modo de oferecer um cuidado integral e qualificado para com o cliente.
O planejamento para a implantação da SAE é um processo muito complexo, onde se faz necessário o conhecimento/reconhecimento da instituição onde será implantada, além de conhecer aspectos que contribuam na sua implantação e os que podem prejudicar. Uma estratégia de marketing para “vender” a proposta da SAE pode estar centrada na melhoria da qualidade da assistência. Isso pode convencer chefias de enfermagem e a própria diretoria das instituições a “comprar” a ideia, especialmente se a instituição estiver em busca da qualidade nos serviços prestados aos pacientes;
A SAE é um instrumento no qual qualifica e personaliza o cuidado não devendo ser interpretado como uma ferramenta assistência exclusiva, que na qual é referida com um objeto do planejamento e organização com uma visão gerencial da assistência. O seu conhecimento é, sem dúvida, um valor de grande importância para o enfermeiro, assim conferindo segurança aos profissionais em suas tomadas de decisões relacionadas ao paciente, a sua equipe se seu papel na unidade.

Portanto

Para a eficácia da implementação da SAE, o enfermeiro deve estar pautado em um referencial teórico, ou seja, definir Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente.
Uma teoria de enfermagem que seja condizente com a realidade da clientela atendida, o ambiente organizacional e ambiental. A SAE é o instrumento no qual possibilita o enfermeiro a execução dos conhecimentos técnicos científicos humanizados durante o cuidado; é utilizado como um guia para a execução da assistência de enfermagem integralizada.

É de suma importância que o enfermeiro conheça as teorias de enfermagem antes de realizar uma proposta de implementação, haja vista que uso da teoria de enfermagem apoia os enfermeiros na definição de seus papéis, na aproximação da realidade e consequente adequação e qualidade do desempenho profissional, bem como na produção de conhecimento.

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