Termorregulação: O que é?

Um dos métodos da termorregulação é a dilatação dos vasos sanguíneos cutâneos para que haja um remanejamento do débito cardíaco para a periferia. Desta forma, devido ao fluxo sanguíneo, há um aumento da temperatura cutânea permitindo assim que o calor seja eliminado por radiação e convecção para o ambiente.

O suor também é um outro mecanismo para perder calor. Pequenas gotas de água são eliminadas pela pele, através das glândulas sudoríparas, a fim de que elas de evaporem abaixando a temperatura do corpo. As taxas de sudorese podem ser tão elevadas chegando entre 2 a 2,8L/h, fazendo com que aproximadamente todo o calor gerado durante a atividade possa ser secretado sob condições adequadas.

O exercício físico junto ao estresse térmico eleva o fluxo de sangue na pele e a produção de suor. A temperatura corpórea é mantida através da transpiração. O suor é uma composição de todos elementos líquidos corporais, inclusive o sangue (hipovolemia), causando uma hipertonicidade (elevação da concentração de eletrólitos nos líquidos do corpo).

No decorrer de uma intensa atividade física, a produção de calor no organismo pode chegar a 15 ou até 20 vezes a do metabolismo basal. Grande parte desse calor é transferido para a corrente sanguínea elevando a temperatura interna, a cada 5 a 8 minutos, em 1ºC caso não seja ativado nenhum mecanismo de regulagem de temperatura. Para a prevenção de ocorrência de hipertermia, o calor metabólico necessita ser eliminada a cada 15 a 25 minutos.

A produção de calor corpórea durante o repouso é baixa, cerca de 1kcal/min, porém atividades muito intensas, o calor metabólico produzido pode extrapolar 20kacal/min. A quantidade de suor necessária para eliminar esse calor resulta em uma grande perda de água corpórea e, consequentemente de eletrólitos. A cada litro de água perdida no suor consegue-se remover 580kcal de calor corporal. Pode-se dizer então, que quando a pessoa se exercita durante 2h30min de forma intensa, a sua temperatura interna se mantém com uma variação entre 2 a 3ºC em comparação a de repouso, considerando que a dissipação do calor seja na mesma taxa de sua produção. Supondo que o peso da pessoa seja de 70 kg, seria necessário eliminar aproximadamente de 1,6 a 2l/h de suor pela pele para que a variação da temperatura interna seja mantida.

Com o suor acentuado, a perda de água seria de 5l, o que corresponde cerca de 7% do peso total do corpo. Além disso, a perda hídrica imperceptível chega perto de 600ml diário. O corpo elimina o calor proveniente da atividade física da mesma forma que elimina o calor que foi absorvido do ambiente. Para manter uma temperatura corpórea adequada o organismo depende somente da evaporação do suor. Portanto, quando o corpo atinge ou passa de 36º C é essencial que haja manutenção da hidratação.

Quanto mais elevada a temperatura maior é a importância da produção do suor e sua evaporação, pois é assim que o organismo elimina e mantém a temperatura do corpo.

Quanto maior a umidade, menor é a evaporação do suor, ou seja, não há uma transferência de calor entre organismo e ambiente. Os efeitos entre a relação do ambiente quente e úmido com o calor produzido durante a atividade física sobrecarrega muito o sistema de termorregulação. Pode-se concluir que o ambiente influencia na termorregulação.

A perda hídrica através do suor vem em parte do plasma, ocorrendo assim, perdas no volume plasmático de até 18%. A diminuição do volume de sangue, junto à vasodilatação periférica, provoca uma redução no retorno venoso elevando assim a frequência cardíaca para a manutenção do débito cardíaco. Esses ajustes causam um efeito nocivo para o desempenho físico e também para a termorregulação.

Desta forma, o transporte e a oferta de oxigênio durante a atividade física são limitados devido a hipoidratação e o calor absorvido e/ou produzido pelo ambiente. A hipoidratação eleva internamente a temperatura em 0,15ºC durante a atividade em ambientes quentes, a cada 1% do peso perdido. A taxa de suor é reduzida e o limiar é atrasado quando há hipoidratação.

No entanto, não estão claros quais os mecanismos fisiológicos que determinam a redução da taxa de suor durante a hipoidratação. Segundo alguns autores, a hipertonicidade plasmática isolada ou junto com a hipovolemia são os responsáveis pela redução do suor nessa situação.

Tendo em vista que o fluxo sanguíneo deve se manter em níveis elevados para suprir a oxigenação e substratos para os músculos, pois há a necessidade de dissipar calor através da superfície cutânea, com a hipovolemia a uma redução da capacidade desse trabalho. Entretanto, é difícil manter o fluxo apropriado para estes tecidos quando há uma diminuição deste volume de sangue, porque com a redução da perda de calor eleva-se a temperatura corpórea e o gasto de glicogênio muscular.

Desta forma, o equilíbrio adequado de fluidos mantém o volume de sangue, permitindo uma termorregulação corpórea apropriada e eleva o desempenho ao máximo.

Não dá para separar o balanço mineral do organismo com o metabolismo da água durante o exercício. O movimento hídrico entre os espaços intra e extracelular são acompanhados por desvios de íons de potássio (K+), magnésio (Mg+2) cloreto (Cl-)e sódio (Na+). Desta forma, a sudorese proporciona também a perda de eletrólitos.

Dentre os elementos citados acima, o cloreto e o sódio são os que aparecem em maior abundância no suor, ambos em quantidades iguais a um terço ou a metade daqueles encontrados no plasma. Já o potássio e o magnésio estão presentes, também, em elevadas taxas, contudo a concentração destes no plasma é apenas uma pequena fração das reservas corporais. Em uma competição de longa duração, quando há um suor intenso, a perda de eletrólitos representa uma redução entre 15 e 30% total de sódio permutável do organismo.

O íon mais encontrado no fluido intracelular é o potássio, apesar disso, a perda deste íon pelo suor é pequena quando se compara com a quantidade de potássio encontrada no organismo. Contudo, visando uma reidratação, bebidas enriquecidas com este íon são ingeridas após um intenso suor.
O grau de desidratação pode ser calculado pesando o esportista antes e depois do treinamento ou da competição, mas não há muitos conhecimentos sobre a perda de peso (suor) do jogador de futebol durante a prática de exercício físico.

A reposição de fluidos é incontestável quando se fala na promoção de saúde e no desenvolvimento do condicionamento atlético. Sendo assim, alguns pontos devem ser considerados quando se refere na escolha de fluidos para a ingestão.

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