Testes de coordenação motora

Alguns testes são utilizados para diagnosticar as disfunções do cerebelo e gânglios da base e deve ser observado se há desempenho normal, quais são os danos do paciente ao realizar o movimento, ou, se a atividade é impossível de realizar por este.

Testes de coordenação não envolvendo o equilíbrio

Os testes são realizados com o paciente na posição sentado (quando avaliado membros superiores) ou deitado (para avaliação de membros inferiores).     

a) Dedo ao nariz: paciente com o ombro em abdução de 900 e cotovelo estendido, pede-se para o mesmo levar a ponta do dedo indicador até a ponta de seu nariz.

– Dedo ao dedo do terapeuta: o paciente e o terapeuta sentam-se um a frente do outro. O dedo indicador o terapeuta é mantido a frente do paciente, pede-se para o paciente que toque com a ponta de seu dedo indicador a ponta do dedo indicador do terapeuta.    
– Dedo ao dedo: pede-se para o paciente aproximar, na linha média, os dedos indicadores das mãos opostas.    
– Alternância de nariz para dedo: o paciente toca alternadamente a ponta de seu nariz e a ponta do dedo do terapeuta com o dedo indicador.       
– Pronação/supinação: com os cotovelos flexionados em 900 e mantidos junto ao corpo, o paciente alternadamente vira as palmas da mão, uma para cima e outra para baixo.       
– Teste do rebote: o paciente é posicionado com o cotovelo em flexão. O terapeuta aplica suficiente resistência manual para produzir uma contração isométrica do bíceps. A resistência é subitamente liberada. Em indivíduos normais, após a liberação da resistência, o movimento é freado.       
– Alternância calcanhar ao joelho, calcanhar à ponta do pé: em supino, pede ao paciente que toque alternadamente o joelho e o “dedão” do pé com o calcanhar do membro oposto.       
– Desenhando um círculo: o paciente, na posição supino, tem que desenhar um círculo imaginário no ar com o membro superior ou com o membro inferior.

Testes de coordenação envolvendo equilíbrio

-A posição que o paciente irá adotar é em pé.       
-Passar de uma postura confortável, para pés unidos.
– Com um pé diretamente diante do outro (dedo de um dos pés toca o calcanhar do outro pé).
-Apoiar em somente um os pés.       
– Alternar entre a flexão de tronco e o retorno a posição ereta.       
– Andar ao longo de uma linha reta desenhada no chão.
– Andar para os lados e para trás.
-Marchar no lugar.

Portanto podemos concluir que os testes de coordenação motora são de suma importância no âmbito de diagnosticar condições específicas de saúde no paciente, entendendo melhor qual o nível de dificuldade que ele possui para realizar tal tarefa, ou se existe impossibilidade. Ainda através deles tem como identificar se a dificuldade motora não é só de ordem de falta de estímulo e não de condição de saúde.

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