Tipos de Laser Usados Para Depilação Definitiva

Vários aparelhos podem ser utilizados para a remoção dos pelos, sendo que a sua escolha depende da cor de pele e da espessura e tonalidade do pelo. A ausência de melanina no pelo (pelo branco) impede a ação do laser.

– Rubi de pulso longo (694nm): utiliza fototermólise seletiva;
– Alexandrite de pulso longo (755nm): utiliza fototermólise seletiva;
– Diodo de pulso longo (810nm): utiliza fototermólise seletiva;
– Nd:YAG de pulso longo (1064nm): utiliza fototermólise seletiva;
– Q-switched Nd:YAG (1064nm): destrói mecanicamente o pelo;
– Luz intensa pulsada.

Todos os aparelhos no mercado que são utilizados nas peles claras (fototipos I-III) produzem uma redução nos pelos em torno de 75%. O laser de rubi (694 nm), o alexandrite (755 nm) e o diode (810 nm), assim como a luz pulsada são os aparelhos mais comumente empregados no tratamento para epilação. O Nd:YAG de pulso longo (1.064 nm) é o aparelho de laser mais seguro para epilação com laser nos pacientes de pele escura, porque o comprimento de onda é longo, embora os lasers de diodo, alexandrite e a luz pulsada também possam ser utilizados.
A escolha do laser adequado para cada tipo de pelo e cor de pele e o treinamento para a utilização correta do equipamento são fundamentais para que se obtenham os melhores resultados.

Laser Rubi de Pulso Longo (694nm)

Estes aparelhos emitem energia com um comprimento de onda de 694nm e duração de pulso de 20 a 40 ns, sendo que pela alta absorção que apresentam pela melanina, são eficientes para a destruição de pelos finos e pouco pigmentados. Entretanto, não devem ser utilizados em pacientes morenos, pelo risco de causarem hipocromias na pele (Drummond, 2007).
O laser rubi está indicado para pelos escuros em pacientes de pele clara (fototipos I-III). Estudos demonstram que a eficácia do tratamento fica em torno de 20% a 60% de redução com uma única aplicação e de 50% a 78% após vários tratamentos (Drummond, 2007).

Laser Alexandrite de Pulso Longo (755nm)

Emitem energia com comprimento de onda de 755nm e duração de pulso de 50 a 100ns. Têm mecanismo de ação semelhante ao rubi. Porém, por terem penetração mais profunda com menor afinidade pela melanina, têm menor risco em pacientes de pele morena, podendo ser utilizados em pelos finos com quantidade moderada de pigmento (Cláudio, 2011).
O alexandrite de 755 nm geralmente é utilizado em pacientes com fototipos I-IV, embora possa também ser aplicado em pacientes com pele escura. Após várias sessões, muitos autores relatam eficácia de 74% a 78% na redução dos pelos, com fluências que variam entre 18 e 20J/cm2 (Cláudio, 2011).

Laser Diodo de Pulso Longo (810nm)

Estudos atuais indicam que o laser diodo apresenta eficácia comparável a do alexandrite e ao do rubi. O comprimento de onda longo e a duração de pulso ajustável nos aparelhos diodo 810 nm permitem o tratamento de peles escuras, apesar de não ser possível utilizar fluências altas no fototipo VI. Após várias sessões, a eficácia fica em torno de 84% na redução dos pelos.
Os lasers de diodo possuem comprimento de onda de 810nm e são menos absorvidos pela melanina que o laser de rubi (694 nm), porém, podem atingir maior profundidade. Dependendo do aparelho trabalham com pulsos que variam conforme a fluência escolhida com valores entre 10 e 400 ms. Para proteger a epiderme foram desenvolvidos métodos de resfriamento como uso da ponteira de safira resfriada. O tamanho da fonte é de 9 mm de diâmetro e a fluência de 10 a 100 J/cm2.


Laser Nd: Yag de Pulso Longo (1064nm)

Os Nd:YAG lasers operam com comprimento de onda 1.064 nm. Esse comprimento permite menor absorção da luz pela epiderme, sendo uma opção para o tratamento de pacientes com fototipos altos.


Laser Q-Switched Nd:Yag (1064nm)

Tem comprimento de onda de 1064nm. É seguro para peles escuras. Contudo, a duração do pulso muito curta não permite a destruição do folículo, o que se traduz em remoção apenas temporária dos folículos. O preparo do paciente deve necessariamente incluir a orientação quanto à necessidade da presença do folículo na haste do pelo. Deve ser evitado o arrancamento do mesmo na área a ser tratada, por um período médio de quatro semanas.
A fotoproteção também é recomendável, pois quanto menor a quantidade de pigmento na pele menor o risco de danos epidérmicos. Em pacientes morenos, convém utilizar agentes despigmentantes para tornar o tratamento mais seguro. Os efeitos colaterais são pouco frequentes e incluem: alterações da pigmentação, geralmente temporárias; infecções decorrentes de lesão epidérmica; presença de cicatrizes, felizmente raras, que decorrem de danos na derme.
Vários equipamentos possuem a fonte laser Nd:YAG, que emite um radiação infravermelha e uma fonte laser Hélio Neônio (HeNe), capaz de emitir uma radiação vermelha na porção visível do espectro. O feixe de radiação do HeNe é coaxial com o feixe de radiação emitido pelo Nd:YAG, e é utilizado como uma mira que define o ponto onde o laser Nd:YAG irá atuar (Drummond, 2007).


Luz Intensa Pulsada (Ipl): Uso em Epilação

Existe um tipo de luz não laser, tipo flashlamp, denominada luz intensa pulsada que não possibilita pico de energia alto e, normalmente, é usada para tratar áreas maiores que o laser. A IPL produz vários espectros de luz, possibilitando tratar ao mesmo tempo lesões pigmentadas, lesões vasculares e realizar epilação (DRUMMOND, 2007).
A IPL é uma fonte de luz de alta intensidade que emite luz policromática, não coerente e inserida em um amplo espectro de comprimento de onda. O filamento da lâmpada de Xenônio se aquece devido à corrente elétrica que o atravessa (efeito Joule). As lâmpadas de Xenônio (flashlamps) dos equipamentos IPL são alimentadas por um banco de capacitores. A luz emitida se dirige à superfície da pele através de uma espécie de “guia”, também chamado de “cristal”, confeccionado por tipos diferentes de materiais (quartz ou safira) (DRUMMOND, 2007).

Nos equipamentos IPL existem filtros entre a fonte luminosa e o cristal, que têm a finalidade de definir o espectro de emissão que atingirá o tecido. O bom desempenho do equipamento IPL está relacionado à qualidade da lâmpada (flashlamp) e, principalmente, à qualidade e tecnologia dos filtros utilizados (DRUMMOND, 2007).
No início dos anos 90, Goldman e Eckhouse iniciaram o desenvolvimento das lâmpadas de luz pulsada de alta intensidade, para o tratamento de anomalias vasculares da pele. Em 1994 foi lançado o primeiro equipamento IPL no mercado (Photo Derm VL) e a aprovação do FDA, para remoção de pelos, ocorreu em 2000 (DRUMMOND, 2007).
Cada equipamento de IPL tem suas próprias características com relação à programação existindo diversas programações possíveis englobando os vários tipos de pele e pelo. Alguns dos equipamentos IPL utilizam a hemoglobina e a melanina como cromóforos para realizar epilação, sendo a melanina o cromóforo principal para esse efeito (DRUMMOND, 2007).
Nestes equipamentos IPL, os pelos são utilizados como guias que conduzem a energia aos folículos pilosos, danificando-os, como também ocorre com o uso do laser. Os pelos recebem a radiação IPL e o cromóforo absorve a radiação, eliminado os pelos do local (DRUMMOND, 2007).
Outros equipamentos de IPL utilizam a hemoglobina como cromóforo principal. A irrigação sanguínea do bulbo capilar é destruída e, por isso, não há o “guia”. Este efeito é exclusivo ao IPL, uma vez que não é colimado como o laser e possui potências mais baixas, se comparadas às do laser utilizado para esse fim. As potências mais baixas permitem penetração mais profunda da energia, sem provocar efeitos indesejados aos tecidos (DRUMMOND, 2007).
O IPL funciona através do acionamento de um pedal que ativa o equipamento a cada intervalo de tempo de três ou quatro segundos. A programação deve ser adequada ao tratamento e ao tipo de pele do paciente. Um eletrodo manual é encostado na pele e a luz pulsada é emitida pressionando-se o pedal que aciona o IPL, dando início à transmissão de radiação luminosa ao tecido. O pedal é então aliviado e o eletrodo posicionado em outra região para prosseguir o tratamento (DRUMMOND, 2007).
Em alguns equipamentos de luz pulsada, há a necessidade de se utilizar um gel aquoso sobre a pele para resfriar e umedecer o local durante os pulsos, evitando danos térmicos e proporcionando melhor contato entre a pele e o guia de onda ou Cristal IPL. Em outros tipos de equipamentos não existe necessidade do gel, porém é necessário a utilização de gelo ou outro meio que resfrie a pele (DRUMMOND, 2007).
Indivíduos com peles escuras não devem sofrer ação de pulsos sobrepostos pelo risco de superaquecimento e queimadura da pele. Mesmo em peles claras não devem ser administrados pulsos repetidos na mesma região sem intervalos de tempo adequados (DRUMMOND, 2007).
Os resultados do tratamento dependem do tipo de pele, espessura e cor do pelo, idade, sexo e das condições de saúde de cada indivíduo e dos parâmetros do equipamento (potência, fluência, filtro, duração de pulso, intervalo entre pulsos) (DRUMMOND, 2007).
Uma das vantagens da luz pulsada em relação ao laser é a flexibilidade de tratamentos com um mesmo equipamento. A desvantagem é que não são possíveis picos de energia e a handpiece é mais pesada. Isso ocorre por que a fonte de energia esta acoplada na handpiece perto do cristal (DRUMMOND, 2007).

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