Traumatismo cranioencefálico (TCE): Entenda mais aqui

O Traumatismo cranioencefálico (TCE) é responsável por 50% das mortes em pacientes traumatizados. São as principais causas de óbito nas vítimas de acidentes automobilísticos. A maioria das vítimas está na faixa etária de 15 aos 24 anos. E mesmo quando não causam a morte, podem causar sequelas graves, incompatíveis com uma vida produtiva. O tratamento adequado é eficaz para diminuir essas complicações.

Os traumatismos da cabeça podem envolver, isoladamente ou em qualquer combinação, o couro cabeludo, crânio e encéfalo.

Lesões no couro cabeludo

Podem causar hemorragias importantes devido a sua intensa vascularização. Nos adultos, os hematomas subgaliais (galos) são úteis para determinar a força do traumatismo. Os sangramentos devem ser controlados com compressão. Na presença de fratura com depressão, efetuar a compressão na margem da lesão para evitar agravamento.

Fraturas de crânio

As fraturas de crânio não implicam, necessariamente, presença de lesão encefálica, mas indicam a severidade do trauma e maior probabilidade de ocorrer lesão intracraniana. Podem ser classificadas em:

• Fraturas, linear ou simples: representam 80% das fraturas de crânio, são lineares e sem desvio;

• Fraturas abertas: localizam-se sob lesões do couro cabeludo e têm maior potencial para infecção;

• Fraturas deprimidas: ocorrem geralmente após lesão de baixa velocidade com impactos de pequenos objetos. Têm maior potencial para causar lesão cerebral, pois fragmentos ósseos penetram na massa encefálica;

• Fraturas de base de crânio: a presença de sangramento pelo nariz (rinorragia) ou pelo ouvido (otorragia) indica a possibilidade desta lesão.

A equimose periorbitária (olhos de guaxinim) surge algumas horas após o trauma. A equimose de mastoide é um sinal tardio (mais de 24 horas após a lesão).

Lesões cerebrais

a) Concussão: episódio de alteração do nível de consciência após um violento choque, com retorno rápido ao normal. Não há lesão cerebral definida. O quadro clínico é a perda da consciência por alguns segundos ou minutos, confusão, amnésia, e vômitos.

b) Contusão cerebral: ocorre geralmente nas áreas em que o cérebro entra em contato com protuberâncias ósseas, caracteriza-se por áreas de hemorragia no cérebro. Pode causar deficits permanentes ou se resolver totalmente. As lacerações cerebrais podem ocorrer nas mesmas situações das contusões cerebrais.

c) Hematomas intracranianos: existem três tipos de hematomas (epidurais, subdurais e intracerebrais);

Hematomas epidurais: ocorrem em quase todos os casos de fratura de crânio, não ocasionando sequelas graves. Criam um aumento da pressão intracraniana em poucas horas. São responsáveis por 5 a 10% dos óbitos por TCE;

Hematomas subdurais: ocorre quando o sangramento está presente entre a dura-máter e a aracnoide. Geralmente de natureza venosa, tendo uma velocidade de expansão menor. Podem ser classificados de acordo com a apresentação clínica em agudos, subagudos e crônicos;

Hematomas intracerebrais: são causados por dano vascular no momento do impacto. O quadro clínico depende da região do cérebro que foi afetada.

Avaliação e abordagem da vítima

• Avaliar a cena;

• Realizar a sequência ABCD (abertura das vias aéreas, boa ventilação, verificação da circulação com controle de hemorragias);

• Realizar miniexame neurológico (escala de coma de glasgow);

• Avaliar pupilas (tamanho, simetria, responsividade à luz);

• Movimentos das extremidades (comparar a simetria entre o lado direito e esquerdo do corpo);

• Transportar rapidamente para o serviço apropriado para reduzir a gravidade das lesões. E diminuir a mortalidade das vítimas.

Escala de coma de Glasgow

É utilizada para avaliação e comparações repetidas no nível de consciência em intervalos frequentes. São atribuídos valores numéricos às seguintes respostas da vítima: abertura ocular, respostas motora e verbal. A pontuação obtida é somada e reflete o status neurológico da vítima de TCE. A pontuação mínima é três e a máxima 15, pontuações menores ou iguais a oito são compatíveis com o estado de coma.

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