VDRL (LUES): O que é?

VDRL (LUES) - O que é

A prova do VDRL (Veneral Disease Research Laboratories Test) é um dos testes não treponêmicos utilizados rotineiramente no teste de triagem no imunodiagnóstico da sífilis. 

Devido ao baixo custo e praticidade quanto à sua realização, vem sendo usado em larga escala na maioria dos laboratórios de unidades de atenção primária de saúde. Apresenta uma técnica rápida de microfloculação, na qual utiliza antígenos extraídos de tecidos como a cardiolipina, um lípido derivado do coração de bovinos.

Como identificar anticorpos humorais no soro?


A cardiolipina, quando combinada com lecitina e colesterol, forma sorologicamente um antígeno ativo, capaz de detectar anticorpos humorais presentes no soro durante a infecção sifilítica, uma a quatro semanas após o aparecimento do cancro primário. As dosagens quantitativas do VDRL, expressas em títulos, em geral se elevam até o estágio secundário. A partir do primeiro ano da doença, os títulos tendem a diminuir podendo a reatividade desaparecer mesmo sem tratamento.


Com a infecção corretamente tratada, o VDRL tende a se negativar entre 9-12 meses, embora a reatividade em baixos títulos (< 1:8) possa perdurar por vários anos ou até por toda a vida. Os anticorpos estão presentes nas primeiras semanas da doença e, quando em títulos iguais ou maiores de 1/16, sugerem fortemente casos de sífilis; títulos inferiores, geralmente até 1/8, são encontrados em diferentes patologias, especialmente no lúpus eritematoso sistêmico e como títulos residuais (cicatriz sorológica) de sífilis anteriormente tratada.


A pesquisa de anticorpos treponêmicos, que são específicos contra o Treponema pallidum, é indicada como testes confirmatórios e pode ser realizada pela imunofluorescência indireta (FTA-ABS) e pela hemaglutinação passiva (TPHA).

O que é o FTA-ABS?


O FTA-ABS (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption) é o mais sensível e específico para Sífilis e auxilia no diagnóstico de diferentes estágios da doença. Permite a pesquisa de anticorpos IgG e IgM, fundamental na investigação diagnóstica da sífilis congênita, assim como na avaliação do estágio da doença. Quando positivos, permanecem por toda a vida como cicatriz sorológica. Quando negativos, afastam o diagnóstico de sífilis.


Apesar de sua alta especificidade, existem relatos de reações falso-positivas em 2% da população normal em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico, durante a gravidez, na lepra, mononucleose, leptospirose, artrite reumatoide, cirrose biliar primária e doenças associadas à produção de globulinas anormais. A reação de hemaglutinação passiva (TPHA) é, também, considerada teste confirmatório.

Entendendo resultados falso-positivos


Resultados falso-positivos são relatados em diferentes patologias. Sua sensibilidade é similar à do FTA-ABS, com exceção da investigação da fase primária, quando é menos sensível. Assim como no FTA-ABS, se positivos, os anticorpos permanecem por toda a vida como cicatriz sorológica. 

O diagnóstico da sífilis congênita baseia-se na presença de anticorpos IgM, sendo o método de escolha à pesquisa do FTA-ABS IgM. Entretanto, um resultado negativo não afasta a possibilidade de infecção, já que a positividade só acontece em cerca de 80% dos casos. A persistência de reações sorológicas positivas, treponêmicas e não treponêmicas, por mais de seis meses após o nascimento é altamente indicativa de sífilis congênita.

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