Velocidade de esvaziamento gástrico

O esvaziamento do estômago é regulado por reflexos provenientes do intestino delgado, mais especificamente pelo duodeno (reflexo enterogástrico). Embora não muito conhecido, sabe-se que o sistema endócrino também participa dos reflexos enterogástricos, através da secreção, pelas células do duodeno, de CCK (colecistocinina) em resposta a gordura e ao baixo pH.

Entre uma alimentação e outra pode sobrar no estômago material não digerido (> 2mm) que deve ser eliminado. Para isso ocorre relaxamento do piloro associado às fortes contrações que empurram o material não digerido para o duodeno. Esse processo ocorre com intervalos aproximados de 1 hora durante o período em que o estômago está vazio. Em herbívoros, que comem constantemente, esse processo se dá mesmo na presença de alimento no estômago.Depois de passar pelo estomago, o alimento chega ao intestino delgado que apresenta motilidade em duas fases distintas: uma durante o período digestivo, após a ingestão do alimento, e outra durante o período interdigestivo, quando pouco alimento está presente no intestino.

Na fase digestiva, ocorrem dois padrões de motilidade primária: o propulsivo e não propulsivo.O padrão não propulsivo é conhecido como segmentação. A segmentação resulta de fortes contrações localizadas de 2 a 4 cm dividindo (segmentando) o intestino delgado em segmentos constritos e dilatados. Depois de alguns segundos as regiões constritas relaxam e novas áreas se constringem. Esse padrão tem por finalidade a mistura do bolo alimentar com sucos digestivos e aumento do contato com a superfície da mucosa absortiva e não promover o trânsito do alimento.

Durante a fase digestiva o padrão propulsivo consiste em movimentos peristálticos por curtos segmentos digestivos e depois cessam. Durante o período interdigestivo, o padrão propulsivo caracteriza-se por fortes ondas peristálticas partindo do duodeno e vão, algumas vezes, até o íleo.
O próximo passo do alimento é passar para o Intestino Grosso que está dividido em cólon transverso, ascendente e descendente: O cólon atua na absorção de água e eletrólitos, na estocagem de fezes e na fermentação de matéria orgânica. O principal determinante do tamanho do cólon é a importância da fermentação colônica para as necessidades energéticas do animal.

O cólon possui atividade de retropropulsão e propulsão. A propulsão está relacionada ao caminho normal do alimento e a retropropulsão está relacionada à mistura e fermentação da matéria orgânica que escapa da digestão no intestino delgado.

A atividade do cólon varia entre as espécies. Espécies como o cavalo e o coelho, que fazem amplo uso dos produtos de fermentação para necessidades nutricionais, possuem um cólon complexo (semelhante ao rúmen). Outras espécies como o cão e o gato, não contam com produtos de fermentação e possuem cólon relativamente simples.

A entrada de fezes no reto é acompanhada pelo relaxamento do esfíncter anal interno que termina no ato de defecação. A defecação pode não ocorrer em animais treinados devido à constrição voluntária do esfíncter anal externo. Esse processo é acompanhado pelo relaxamento do reto para acomodar o bolo fecal.

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