Vista anterior: Avaliação postural

Vista anterior - Avaliação postural 

Em uma vista anterior, na avaliação postural, o terapeuta estará atento aos desequilíbrios no plano frontal, separando o corpo em dois dimídios corporais, por meio de uma linha imaginária que recairá entre as sobrancelhas, entre os mamilos, passando pelo púbis e terminando entre os maléolos mediais.


Para uma melhor análise, o terapeuta poderá optar em começar a avaliação pela cabeça ou pelos pés do paciente.


Começando pela análise da cabeça, devemos imaginar uma linha horizontal que perpassa os olhos e outra linha ao final do queixo do paciente para verificarmos se há alguma inclinação ou rotação da cabeça. Em situações como espasmo, contratura ou torcicolo do músculo esternocleidomastóide é comum a presença de uma inclinação da cabeça para o lado da contratura e uma rotação no sentido oposto ao músculo.


Continuando a avaliação, olhamos para uma linha imaginária que recai sobre os ombros do paciente. Vamos verificar se há simetria na altura dos ombros, caso ocorra alguma assimetria (direito ou esquerdo mais elevado) é provável que o paciente seja portador de alguma escoliose ou que esteja assumindo uma postura viciosa decorrente de uma atividade laboral ou de lazer.

Entendendo a gravidade 

Seguindo a linha da gravidade que divide o corpo, analisaremos a linha alba, que estará alinhada ou seguindo o lado da curvatura da escoliose, assim como a cicatriz umbilical que poderá estar desviada ou alinhada.


Na visão ântero-posterior o terapeuta analisará o triângulo de Talles formado entre o tórax e o antebraço. Caso esse triângulo apresente-se maior em um dos lados poderá significar uma escoliose com a concavidade voltada para o mesmo, ou um valgo acentuado do cotovelo o chamado “cubitus valgus”.


Devemos lembrar que no caso de uma translação do tronco, o triângulo de Talles apresentar-se-á diminuído do lado da translação.


O terapeuta verificará a caída dos braços do paciente e a altura das mãos e sua orientação. Caso apresente alguma assimetria na caída dos braços, poderá ser sinal de uma escoliose ou um encurtamento da cadeia muscular anterior do braço. Em caso da mão estar voltada posteriormente, poderá ser indicação de alguma contratura ou encurtamento da cadeia ântero-interna do ombro (postura de ombros enrolados).


Alinhando os olhos na altura da crista ilíaca do paciente, o terapeuta irá verificar se há alguma assimetria quanto à altura. Em caso afirmativo, será uma possível escoliose com báscula da pelve ou ainda, uma discrepância de membros inferiores. Seguindo a crista ilíaca, palpe com os seus polegares as espinhas ilíacas ântero-superiores para verificar o seu possível desnível que, certamente será um sinal de uma anteriorização ou posteriorização de uma hemipelve.

Identificando a presença de varismo ou valgismo


Descendo os olhos, vamos verificar se há presença de varismo ou valgismo dos joelhos. No plano frontal o ângulo formado entre a diáfise femoral e a diáfise da tíbia está em torno de 170º, caso esse ângulo fique inferior a 170º chamamos de genu valgum ou simplesmente joelho em valgo, e caso o ângulo seja superior a 170º denomina-se genu varum, ou seja, joelho em varo. 

No varismo, o paciente ao aproximar os membros inferiores não conseguirá encostar os côndilos femorais e, no valgismo, o paciente toca os joelhos e não encosta os maléolos mediais. Não devemos esquecer-nos de observar se as patelas estão convergentes ou divergentes ou normais. Nos pés, deve-se ainda verificar a presença de pés planos, achatados ou cavos como veremos nas páginas seguintes.

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