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Testes Especiais do Cotovelo: conheça os tipos

Teste do pivô (Pivot shift do cotovelo)

Posição do paciente:

Decúbito dorsal, com flexão do cotovelo a 70º e punho supinado.

Descrição do teste:

Colocando o antebraço em supinação, o examinador com uma das mãos segurando firmemente o braço do paciente para evitar uma rotação externa e, a outra mão segurando o punho do paciente. O terapeuta realiza uma extensão e estresse em valgo no cotovelo de modo simultâneo, impondo uma força de compressão axial sobre o antebraço. Esse teste quando positivo produz uma subluxação da articulação umero-ulnar e úmero-radial.

Sinais e sintomas:

A insuficiência do ligamento colateral lateral é o causador da instabilidade póstero-lateral. O terapeuta deverá observar a proeminência da cabeça radial e a formação de um sulco nesse nível. O paciente refere dor e disfunção do segmento.

Teste de Cozen

Posição do paciente: 

Sentado com o cotovelo em 90º e punho cerrado e pronado.

Descrição do teste: 

O terapeuta com uma mão impõe resistência sobre o punho do paciente, que realiza uma extensão contra a resistência do terapeuta.

Sinais e sintomas: 

Dor no epicôndilo lateral por tendinite dos extensores, o chamado “cotovelo de tenista”.

Teste de Mill

Posição do paciente: 

Sentado, com o cotovelo em extensão e punho cerrado em posição neutra.

Descrição do teste: 

O terapeuta forçará o punho do paciente em flexão, enquanto o mesmo tenta impedir realizando o movimento em extensão do punho.

Sinais e sintomas: 

Dor no epicôndilo lateral

Teste para Epicondilite medial – cotovelo de golfista

Posição do paciente: sentado com o cotovelo a 90º e abdução do ombro a 90º.

Descrição do teste: 
esse teste poderá ser realizado de forma ativa pelo paciente, pedimos para que ele realize uma extensão total do membro superior a partir de uma flexão.

Sinais e sintomas: dor no epicondilo medial (cotovelo de golfista) por tendinite dos flexores do punho.

Teste de varo do cotovelo

Posição do paciente: 

Em pé, com rotação interna de ombro e flexão de cotovelo a 20º, para retirar o olécrano da fossa olecraniana.

Descrição do teste:

O terapeuta realiza um estresse em varo, empurrando o antebraço do paciente para baixo, enquanto segura firmemente o braço do paciente em rotação interna e observa a integridade do ligamento colateral radial.

Sinais e sintomas:

Subluxação da cabeça do rádio, instabilidade funcional do membro.

Teste de Valgo do cotovelo

Posição do paciente:

Sentado ou em pé, com o cotovelo fletido a 20º, para retirar o olécrano da fossa olecraniana.

Descrição do teste:

O terapeuta realiza um estresse em valgo do braço do paciente, verificando a integridade do ligamento colateral ulnar.

Sinais e sintomas:

Subluxação da ulna proximalmente e instabilidade funcional do membro.

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Como a criança era vista e tratada desde a época medieval até o século XX?

A sociedade tradicional medieval via mal a criança e pior ainda o adolescente. Nesta época não havia espaço para a família, mas na verdade o que não existiam eram os sentimentos e valores.

A família não tinha função afetiva, sua missão principal era: a conservação dos bens; a prática comum de um ofício; a ajuda mútua, entre homem e mulher, pois sozinhos não podiam sobreviver; ainda nos casos de crise, a proteção da honra e da vida.

Portanto, a passagem da criança pela família e pela sociedade era muito breve e muito insignificante, sendo que ela mal tinha condições de forçar a memória e tocar a sensibilidade de um adulto.

Tão logo a criança apresentasse algum embaraço físico, era misturada em meio aos adultos e partilhava de seus trabalhos e jogos. De “criancinha pequena” ela se transformava imediatamente em “homem jovem”, sem passar pelas etapas da juventude.

Como a criança é vista na arte medieval?

A arte medieval representava a criança como um adulto em escala reduzida. Por que é importante analisarmos a arte no estudo da história da infância? Na verdade acontecia que as pinturas e as esculturas refletiam desconhecimento total sobre a criança.

As imagens retratadas nada mais eram do que pessoas musculosas, com físico de adulto, onde a única diferença resumia-se numa estrutura menor. Elas nunca eram retratadas sozinhas e jamais ocupavam algum ponto central da tela.

O que podemos concluir até agora? A passagem da criança pela família e pela sociedade era muito breve e muito insignificante. Ela era vista como substituível, como ser produtivo que tinha uma função utilitária para a sociedade, pois a partir dos sete anos de idade era inserida na vida adulta e se tornava útil na economia familiar.

Realizando tarefas, imitando seus pais e suas mães, os acompanhava em seus ofícios, cumprindo, assim, seu papel perante a coletividade. A duração da infância era reduzida no período mais frágil, enquanto “filhote de homem” não podia cuidar de si sozinha. (ROCHA, 2002).

Séculos XVII a XIX

Sem dúvida, o século XVII constitui-se um marco na evolução dos sentimentos em relação à infância. Aos poucos a sociedade foi percebendo que a criança não poderia ser tratada de maneira igual a um adulto. Mas, não podemos esquecer que esse processo foi gradual e lento. Foi neste século que a infância mereceu maior atenção, levando a uma descoberta gradativa de sua estrutura física, de sua linguagem e de suas peculiaridades.

As crianças passaram a ter os seus próprios trajes, diferentes dos usados pelos adultos, o seu próprio quarto, comidas consideradas mais adequadas a elas. Nascia uma ideia de inocência na infância.

Constata-se, com isto, uma evolução na percepção e, consequentemente, no sentimento dirigido à criança. De um ser ignorado, ela passa a ser valorizada a partir de sua perda (morte) para, finalmente, ser reconhecida a sua importância enquanto viva por si mesma.

A formação moral das crianças

Surge ainda nessa época uma preocupação com a formação moral das crianças e com sua transformação em homem racional.

Essa perspectiva aparece com o surgimento, nos homens da lei e eclesiásticos, com uma sensibilidade, com a disciplina e preservação moral da criança. A partir daí tudo mudou no lar. A família tornou-se o lugar de uma relação de afeto necessária entre os cônjuges e os filhos, algo que ela não era antes.

Essa afeição se exprimiu com importância adquirida pela educação. Não se tratava mais de criar os filhos em função dos bens e da honra. Tratava-se de um sentimento inteiramente novo. Os pais passaram a se interessar pelos estudos de seus filhos e a família começou então a se organizar em torno da criança, e muitos autores afirmam que nessa época ela começa a sair do anonimato.

A criança passa a ser focalizada de um lado pela própria família, considerando-a engraçadinha, possuidora de comportamentos interessantes e, por outro, externo ao meio familiar e voltado para a importância da infância enquanto época da vida merecedora de orientação e educação.

No século XIX, ninguém ousaria então a consolar-se da perda de uma criança na esperança de ter outra. Esse pequeno era insubstituível e essa perda era irreparável. Houve, portanto, uma redução voluntária da natalidade.

O mais importante dessa época foi a verdadeira descoberta da “infância”, suscitaram interesses que culminaram em mais estudos e mais conhecimentos. Toda a evolução de nossos costumes, contemporâneos, torna-se incompreensível se desprezarmos esse crescimento no sentimento da família. Não foi o individualismo que triunfou, foi a família.

A partir de século XX

Ocorre uma grande virada no pensamento científico e filosófico, marcada principalmente pelos estudos de Freud, que enfatizou a importância da infância, afirmando que muitas das neuroses tinham origem em traumas ocorridos na infância. O conceito – adolescência – não existia até o século XX. Os indivíduos hoje chamados de adolescentes pertenciam ao grupo de crianças.

A adolescência representava a fase final da infância e, na escola, eles eram separados dos adultos, permanecendo nas salas reservadas aos menores. No entanto, a partir do momento que esse conceito surge, maior ênfase será dada a essa fase que, como os estudos mostraram, pode ser complicada devido às mudanças internas e externas.

A criança realmente se torna o centro das atenções; ou seja, o principal motivo pelo quais os pais enfrentam duras jornadas de trabalho e sacrifício. De um modo geral, todo pai e mãe objetiva dar o melhor para os filhos. Hoje os casais optam por terem poucos filhos, uma média de dois.

A maior preocupação, nas classes mais privilegiadas, é manter a agenda da criança cheia, com aulas de inglês, natação, computação, judô, balé, etc. Ela vive em uma rotina cansativa, tendo um contato restringido com os pais, porque o tempo disponível de ambos é menor.

Por outro lado, os pais ficam emocionalmente mais sensíveis às necessidades das crianças, a ponto de procurarem recompensar a ausência oferecendo inúmeros “mimos”, roupas, eletrônicos, brinquedos e até muitos doces.

A década de 70 e a qualidade do tempo

Na década de 70 surgiu o conceito da “qualidade do tempo”, segundo o qual o importante não é passar horas e horas com os filhos e sim aproveitar bem o tempo que os pais passam com eles. Significava olhar a criança dentro dos olhos, conversar com ela, rir em sua companhia, fazer-lhe carinho e chamar-lhe atenção para o mundo em volta.

Constamos que nos dias de hoje o ambiente doméstico tornou-se palco de uma batalha contra o relógio. No qual os pais sentem-se obrigados a dar total atenção aos filhos no pouco tempo que dispõem e isso se transforma em um esforço que deixa os pais exaustos, e muitas vezes carregando um sentimento de culpa.

Caminhou-se bastante desde a Idade Média. A criança saiu do anonimato e tornou-se centro da vida dos casais. Ocorreram muitas mudanças dramáticas, mas o principal é os pais saberem achar um equilíbrio entre as inúmeras tarefas profissionais e domésticas, mas jamais se esquecer da responsabilidade de se criar e educar um filho.

Com tudo que aprendemos, fica aqui um alerta: o profissional pode ajudar os pais a perceberem que o mais importante é a criança saber que é amada. E importante na vida de seus pais é que nada substitui o tempo no qual passam juntos.

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Histórico do desenvolvimento da infância desde a Idade Média até os dias de hoje

Para compreendermos a importância do estudo da psicologia do desenvolvimento humano, é importante entendermos como ocorreu na história o desenvolvimento da infância até os dias de hoje.

A infância vista na Idade média

Segundo ARIÈS (1981) na Idade Média (476-1453), considerava-se a infância como um período caracterizado pela inexperiência, dependência e incapacidade de corresponder a demandas sociais mais complexas. A criança era vista como um adulto em miniatura e, por isso, trabalhava nos mesmos locais, usava as mesmas roupas, era tratada da mesma forma que o adulto.

Sem o estabelecimento das diferenças entre adultos e crianças, restava para ela o aprendizado das tarefas do dia a dia. Para tal, eram criadas por outras famílias, para que morassem, iniciassem suas vidas e, nesse novo ambiente, aprendessem um ofício. Dessa maneira, a passagem da criança pela própria família era muito breve e as comunicações sociais e as trocas afetivas eram realizadas fora do círculo familiar num composto de homens, mulheres, vizinhos, amos e criados, velhos e crianças.

Pouco depois que a criança passava do período de amamentação, se tornava a companheira natural do adulto. Para a época, formar uma pessoa responsável era formar alguém para servir, ou seja, as crianças aprendiam o que deviam saber ajudando os adultos, por intermédio do trabalho. O trabalho era uma imposição a todos.

Conhecendo a estrutura de ensino do Século XVII

No início do século XVII, no período denominado Renascimento, a estrutura de ensino é um identificador da ausência de um conceito específico para infância. Não havia instituição escolar e os educadores ministravam aulas em lugares públicos, igrejas, mercados, praças etc., para grupos de estudantes que não se dividiam por idade.

Uma vez que não existia essa diferenciação e nem separação de conteúdo para mais velhos ou mais jovens, verificava-se um aprendizado da vida, a partir da convivência direta e cotidiana, entre eles. A aprendizagem continuaria se fazendo a partir da convivência da criança ou do jovem com os adultos e, por isso, ainda não se verifica a existência de um padrão de educação infantil. “A criança era, portanto, diferente do homem, mas apenas no tamanho e na força, enquanto as outras características permaneciam iguais” (ARIÈS, 1981, p.14).

No decorrer do século XVII, percebe-se o início do processo de escolarização, por meio do surgimento da escola e com ele o início do que mais adiante seria chamado de turma ou série. Neste momento, as crianças foram separadas dos adultos e enclausuradas em espaços, chamados de quarentena.

Mesmo com o aparecimento dessas instituições, o conceito de infância ainda não era claro, não se constituíam etapas de desenvolvimento nem concepção de aquisição de responsabilidade como um processo educacional. Foi no fim daquele século, que o conceito de infância começou a mudar, em decorrência da Igreja, da família no processo de escolarização, das descobertas sobre as práticas de higiene e de vacinação, que aumentaram a expectativa de vida.

A influência da igreja no processo de aprendizagem

Sob a pressão das tendências reformadoras da Igreja, a criança começou a ser valorizada. Por meio da arte, da iconografia (arte de representar imagens) e da religião (no culto dos mortos), passou-se admitir a existência de uma personalidade e o sentido poético e familiar atribuído à particularidade da criança (ARIÈS, 1981).

A Igreja teve fundamental importância, na época, ao associar a imagem das crianças com a de anjos, sinônimo de inocência e pureza divina. Segundo a Igreja, Deus favorece as crianças devido à sua singeleza, que se aproxima muito de sua impecabilidade, impondo uma necessidade de se amar as crianças e colocar a educação na primeira fileira das obrigações humanas, contrariando a indiferença de outrora.

A Igreja também tinha intenção de fazer com que as crianças se dedicassem a catequese, que era uma espécie de escola em que se aprendia a religião católica e uma preparação para novos cristãos, por meio da primeira comunhão e crisma. Consequentemente propunha uma educação geral sob os princípios religiosos. Pode-se dizer que é o início de uma sistematização que vai além do aprender uma atividade do dia a dia.

A partir daí, a iconografia começou a ser demonstrada na figura de crianças-anjos, estabelecendo uma religião para as crianças (ARIÈS, 1981, p.14). Uma nova devoção lhes foi praticamente reservada – a devoção do anjo da guarda. A intenção das imagens era demonstrar que os anjos preferem a “suavidade” das crianças à “revolta dos homens”.

Tal postura fez com que o final do século XVII fosse considerado o marco na evolução dos sentimentos em relação à infância, origem de uma preocupação com a formação moral da criança e com sua construção como indivíduo. Foi nesta época que se começou realmente a falar na fragilidade da infância.

Então, a partir do século XVIII, as crianças começaram a ser reconhecida em suas particularidades, obtendo o seu próprio quarto, alimentação considerada específica e adequada, ocupando um espaço maior no meio social. Nascia a concepção de infância.

Antes, como se viu, a infância era considerada um período de transição sem importância. Agora a família começa a dar ênfase ao sentimento que tem em relação à criança.

Constata-se uma evolução na percepção e, consequentemente, no sentimento dirigido à criança. Ela é posta em evidência, ‘paparicada’ pela família e a infância é reconhecida como uma época da vida merecedora de orientação e educação. Esses sentimentos se encontram relacionados com a preocupação relativa à saúde física e higiene, provocando uma redução da mortalidade infantil, reinantes no século XVII.

Esses elementos ganham peso com a denúncia de Rousseau , em seu livro intitulado Emilio (1972), do tratamento duro dado às crianças até então. Constata-se que esses fatores de assistência à criança vêm-se mantendo até o nosso século, sofrendo mudanças gradativas influenciadas pela própria evolução socioeconômica cultural.

A orientação educacional

Nesse sentido, a educação da criança, passa a ser estimulada na orientação educacional e na realização dos princípios básicos da Igreja Católica, e não mais na estrutura familiar de servir os adultos como se verificava na Idade Média. Pode-se dizer que, enquanto na sociedade medieval a responsabilidade da criança era influenciada pela precocidade da passagem para idade adulta, por meio do trabalho, no Renascimento é destacado o início do processo de escolarização infantil.

Com a evolução da tecnologia, durante o século XIX, vai se delimitando, mais claramente, as diferenças do tratamento escolar da criança burguesa e da criança proletária. Como consequência da Revolução Industrial, algumas mulheres entraram no mercado de trabalho, deixando de se dedicar exclusivamente à família.

Praticamente todos os integrantes da família proletária estavam no mercado, inclusive as crianças. Logo, percebem-se mais uma forte característica que confirma as diferenças entre as classes sociais. Essa diferença de classe social que se verifica além da educação, é uma característica que se iniciou desde a Revolução Industrial até os dias de hoje.

No século XX, o ser humano ocidental se deu conta de que a história não se resume no fluxo das continuidades, as possibilidades descobertas em decorrência do surpreendente avanço científico-tecnológico, quebram padrões muito rapidamente, gerando tensões e rupturas. Tanto é assim que esse século provoca a impressão do início de uma época completamente diferente na história. O desenrolar dos acontecimentos nesse período levou o mundo a um intenso processo denominado globalização.

A globalização e o impacto no processo educacional

A globalização, que é o novo ciclo de expansão do capitalismo, desafia práticas e ideais, instiga o surgimento de pensamentos e voos da imaginação. É o destino irremediável do mundo, um processo irreversível, que afeta a todos na mesma medida e da mesma maneira.

“A Globalização está na ordem do dia; uma palavra da moda que se transforma rapidamente em um lema, uma encantação mágica, uma senha capaz de abrir as portas de todos os mistérios presentes e futuros” (BAUMAN, 2004, p. 7).

No final do século XX e início do século XXI, a revolução é a da informática. O computador passa a ser o principal centro de comando da globalização, de forma que tudo gira em torno do sistema de informatização. Os sistemas de comunicação eliminam as distâncias e as relações entre as pessoas desconhecem fronteiras, exigindo um estilo de vida mais dinâmico e adaptado as constantes mudanças provocadas pela impressionante velocidade da produção de conhecimento (IANNI, 2000).

A alfabetização, que nos séculos anteriores era requisito principal que abria portas para uma vida de qualidade superior e era o foco principal da educação, agora é apenas uma das inúmeras habilidades que o ser humano necessita para mover-se socialmente.

A educação do século XXI pressupõe uma consciência global, o que demanda conhecimento, além da alfabetização, das novas tecnologias e sistemas de comunicação, economia e política sempre em nível mundial. Isso requer uma preparação técnica mais especializada e exige da criança maior dedicação nessa preparação para futuramente estar apta ao mercado de trabalho.

O que acaba por levar pais a impor uma série de atividades durante o dia para as crianças, como balé, futebol, natação, etc., deixando de lado o direito de escolha dessas crianças. Seu tempo acaba sendo escasso, invadido por adultos, resultando em uma perda de contato da criança com ela mesma, uma alienação que a faz liberar, de maneira desordenada, a energia que assim se acumula.

Isso contribui para que a criança se torne submissa ao que os instrutores dessas diferentes atividades consideram melhor, privando-se da oportunidade de explorar livremente os próprios desejos e impulsos. Mas, é preciso deixar claro que, isso acontece, não propriamente por culpa dos pais, pois eles desejam o melhor para seus filhos. Os pais agem dessa forma, para que as crianças possam acompanhar o mundo e para que possam sobreviver no futuro.

Quantas vezes o adulto diz “não pode”, sem refletir e esquece logo; não tem ideia de quanto sofrimento causou para a criança. Por que “não pode”? Digam o porquê. Por que têm receio de que aconteça algo com a criança, ou porque querem ser deixados em paz, ou porque aquilo que pedimos lhes parece desnecessário, ou o que mais? Mas é tão raro a criança ser dona de alguma coisa para valer. Dizem que a roupa é minha, mas quem comprou foram os pais. Temos de dar satisfação pelos livros e pelos cadernos em casa e na escola. Qualquer um se acha no direito de abri-los, olhar e dar palpites (CARVALHO, 1996, p.16).

Observa-se que uma das principais missões do século atual é justamente a educação. Porque é dela que o indivíduo nasce, cresce e se desenvolve buscando seu objetivo no futuro. Por isso, na medida em que o mundo avança, percebe-se que a educação precisa acompanhá-lo, de forma coerente e lógica.

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Tipos de Neurônios e sua classificação

As células nervosas são os neurônios, as unidades básicas estruturais e funcionais do sistema nervoso.

Os três componentes morfológicos

São células microscópicas que possuem três componentes morfológicos diferenciados, a saber: dendritos, que são prolongamentos numerosos, especializados na função de receber os estímulos do meio ambiente, de células epiteliais sensoriais ou de outros neurônios; o corpo celular, ou pericário, que representa o centro trófico da célula e que também é capaz de receber estímulos; e o axônio, prolongamento único, especializado na condução de impulsos que transmitem informações do neurônio a outras células; sua porção final, geralmente muito ramificada (telodendro), termina na célula seguinte por meio de botões terminais.

Em geral, as informações são recebidas ao nível dos dendritos e do pericário, sendo emitidas pelo axônio. Essa sequência denominada por Cajal de “polarização dinâmica do neurônio” nem sempre acontece.

As dimensões e formas das células

As dimensões e formas das células nervosas e seus prolongamentos são extremamente variáveis, podendo o corpo celular apresentar diferentes formatos, bem como o tamanho dos prolongamentos também pode ser bastante variado. Em geral, o neurônio é uma célula grande, podendo chegar a ser visível a olho desarmado.

Classificação dos neurônios

Os neurônios podem ser classificados quanto à sua morfologia e ao tamanho de seus prolongamentos em: neurônios multipolares, que apresentam mais de dois prolongamentos celulares, o que representa a maioria dos neurônios; neurônios bipolares, que possuem um dendrito e um axônio (ocorrem na retina, na mucosa olfativa e nos gânglios coclear e vestibular); e neurônios pseudo-unipolares, o qual apresenta próximo ao pericário prolongamento único que se bifurca enviando um ramo para a periferia e outro para o SNC, encontrado nos gânglios espinhais.

Os neurônios podem, também, ser classificados quanto à sua função, sendo divididos em neurônios motores (eferentes), que controlam órgãos efetores, tais como glândulas endócrinas e fibras musculares; neurônios sensoriais (aferentes), os quais recebem estímulos sensoriais do meio ambiente e do próprio organismo; e interneurônios, responsáveis pelo estabelecimento de conexões entre outros neurônios, formando circuitos complexos.

O que são os neurônios motores?

Neurônio motor é um neurônio cujo corpo celular está localizado no córtex motor, no tronco cerebral ou na medula espinhal e cujo axônio (fibra) se projeta para a medula espinhal ou para fora da medula espinhal para controlar direta ou indiretamente os órgãos efetores, principalmente músculos e glândulas. Existem dois tipos de neurônios motores: os neurônios motores superiores e os neurônios motores inferiores. 

Entendendo os neurônios sensoriais

Os neurônios sensoriais levam a informação captada do ambiente externo até o sistema nervoso, por meio dos receptores de estímulos (sejam eles mecânicos ou químicos). Os interneurônios, grupo de neurônios mais numeroso, transmitem o sinal dos neurônios sensoriais ao sistema nervoso central.

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Quais são os equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)?

Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) são equipamentos utilizados para proteção de segurança enquanto um grupo de pessoas realiza determinada tarefa ou atividade.

Esses equipamentos não são necessariamente de proteção de um coletivo, muitas vezes, são apenas de uso coletivo, como por exemplo, uma máscara de solda ou um cinto de segurança para alturas.

O que são?

Como o próprio nome diz, os equipamentos de proteção coletiva (EPC) dizem respeito ao coletivo, devendo proteger todos os trabalhadores expostos a determinado risco.

Poderá ser um dispositivo, um sistema, ou um meio, fixo ou móvel, diferente do EPI, que serve para proteger somente quem está usando, como por exemplo, luvas, capacete, óculos etc.

Quais são os equipamentos de proteção coletiva?

O equipamento de proteção coletiva protege todos ao mesmo tempo, pois todos observam, usam ou são beneficiados. São exemplos de equipamentos de proteção coletiva:

  • Enclausuramento acústico de fontes de ruído;
  • Ventilação dos locais de trabalho;
  • Proteção de partes móveis de máquinas;
  • Exaustores para gases e vapores;
  • Tela / grade para proteção de polias, peças ou engrenagens móveis;
  • Ar-condicionado/aquecedor para locais frios;
  • Placas sinalizadoras;
  • Avisos, Sinalizações;
  • Sensores de máquinas;
  • Corrimão;
  • Fitas antiderrapantes de degrau de escada;
  • Ventiladores;
  • Iluminação;
  • Piso antiderrapante.
  • Barreiras de proteção contra luminosidade e radiação;
  • Guarda-corpos;
  • Protetores de maquinas;
  • Sirene de alarme incêndio;
  • Cabines para pintura;
  • Purificadores de ar/água;
  • Chuveiro e lava olhos de emergência.

Dicas de como utilizar os equipamentos com mais responsabilidade

É importante lembrar que os equipamentos de proteção coletiva devem ser usados com responsabilidade, portanto seguem algumas dicas importantes:

  • Usá-los apenas para a finalidade que se destina.
  • Responsabiliza-se por sua guarda e conservação.
  • Comunicar qualquer alteração que o torne impróprio para o uso.
  • Adquirir o tipo adequado a atividade do empregado.
  • Treinar o trabalhador sobre seu uso adequado.
  • Tornar obrigatório seu uso.
  • Substituí-lo quando danificado ou extraviado.

Por que é importante utilizar estes equipamentos?

Independente do ambiente de trabalho é fundamental que no EPC seja regularmente verificada a manutenção, a efetividade, capacidade, economia e impactos gerados na saúde e segurança dos trabalhadores. É um serviço que deve ser realizado por profissionais especializados no EPC’s.

Existem alguns pontos simples que o profissional da Saude e Segurança no trabalho pode adotar para avaliar os procedimentos ou cuidados adotas com os EPC’s é:

  • Existem procedimentos de manutenção, operacionalização e uso do EPC no ambiente de trabalho?
  • Qual é a frequência que o EPC é avaliado?
  • Quais são as limitações ou defeito do equipamento de proteção coletiva no ambiente de trabalho e atividades realizadas pelas pessoas ou trabalhadores?

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A Formação dos Estados Nacionais

Um Estado nacional contemporâneo tem como princípio realizar a soberania política e militar dentro de um determinado território delimitado por fronteiras que definem quando termina um território e inicia outro.

O Estado nacional é também chamado de Estado-Nação, leva em consideração as pessoas que vivem no território e que possuem características singulares segundo a sua identidade (língua, religião, moeda, hino do país etc.) cultural, histórica, étnica, colocadas em prática dentro do estado.

A formação na idade média

Na Idade Média, o modo de organização social e político era o feudalismo, pautado na posse de terras e na relação de suserania e vassalagem. Os vassalos se submetiam a autoridade do seu suserano em troca de terras, a “moeda” da época.

Com o crescimento da população feudal, grandes unidades territoriais reivindicavam sua autonomia política, ou seja, cada povo queria um território próprio. Definiam esses territórios, justamente, elementos culturais comuns – um povo com determinada cultura se identificava com um povo de cultura semelhante.

O nascimento do comércio

Aliado a isso, o surgimento do comércio e das cidades exigia a construção de estradas, portos, pontes e a unificação da moeda. Essas necessidades seriam satisfeitas de maneira muito mais rápida se cada povo tivesse um governante que os representasse: daí a figura do rei. Logo, quando falamos em Estado Nacional dizemos sobre a formação de uma unidade territorial, com características culturais comuns e um povo reunido sob mesmo poder político, ou seja, os países.

Os primeiros a se formarem

Os primeiros Estados a se formarem foram Portugal e Espanha, ambos no processo de reconquista (expulsão dos mouros que ocuparam a Europa) A unificação francesa e inglesa se deu mais politicamente, para fortalecer reinos que, separados, tinham pequena importância político-econômica. No âmbito da literatura, é muito importante se ter em vista o processo de unificação italiana e alemã quando dizemos sobre um sentimento nacionalista.

O surgimento do sentimento nacionalista estava em consonância com a formação do Romantismo. Da mesma forma que o sentimento do povo era retratado na literatura, esta atuava como elemento de coesão social. Os autores consagrados do Romantismo eram tidos como modelos de sua nação e, não raro, contrastados com outros de outros países. A literatura funcionava como um instrumento de identificação nacional.

A formação no Brasil

No Brasil, a formação do Estado Nacional estava vinculada à independência da metrópole portuguesa. É neste sentido que muitos dos modelos europeus serão trazidos para o País e aclimatados ao ambiente colonial.

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Gengiva descolando do dente: o que fazer?

A gengiva quando está neste estágio, ou seja, descolando do dente, indica estar em um processo de inflamação ou infecção das gengivas denominada de periodontite. Isso significa que o paciente apresenta um quadro de gengivite que não foi tratado.

A infecção na gengiva

Esta infecção ou inflamação começa a se “espalhar” para os ligamentos e o osso que dão suporte aos dentes. A avaria deste suporte faz com que os dentes comecem a se soltar e a cair. Esta é a principal causa de perda dos dentes em adultos. Não é um problema comum em crianças, mas aumenta as probabilidades no decorrer da adolescência.

Vão se acumulando na base dos dentes as placas bacterianas e o tártaro. A inflamação causa o desenvolvimento de um bolso entre as gengivas e os dentes, que é cheio por placas e tártaros. Esse inchaço retém a placa na bolsa, esta inflamação conclui com o extermínio dos tecidos e dos ossos que cercam o dente.

A presença de bactérias nas placas

As placas contêm bactérias, por isso é muito presumível que exista uma infecção, que pode desenvolver também um abscesso dentário, o que resulta em um aumento da taxa de destruição óssea. Por isso a recomendação mais correta é a procura imediata de um dentista especializado.

Quando o dentista realiza um exame mais detalhado (muitas vezes precisando fazer um Raio-X), irá encontrar gengivas inchadas e moles, com um aspecto vermelho-arroxeado. Os depósitos de cálculos e placas muitas vezes podem estar visíveis na base dos dentes com bolsas alargadas nas gengivas. Comumente, as gengivas não apresentam dor e são suavemente sensíveis, caso também tenha um abscesso dentário. Nestes casos, os dentes podem estar soltos e as gengivas retraídas.

Tratamento:

Essa gengiva inflamada que gerou uma infecção mais grave, que é a periodontite, como citada no começo, deve ser tratada com ajuda de um dentista que realizará com o auxílio de aparelhos odontológicos a limpeza dos dentes com muito cuidado. O tratamento tem como objetivo reduzir a inflamação e se houver os bolsos a sua eliminação, assim como tratar outras causas que estejam aparecendo.

Depois de uma raspagem realizada pelo dentista é necessária que a higiene oral caseira seja mais cautelosa, mas outras limpezas dentárias profissionais devem ser realizadas para poder impedir mais destruição causada pela infamação.

É importante pedir conselhos ao dentista sobre técnicas de escovação e o uso correto do fio dental. É recomendado que pacientes com periodontite realizam uma limpeza profissional mais de duas vezes ao ano.

Em casos mais graves pode ser necessária uma intervenção cirúrgica. Bolsas profundas nas gengivas podem precisar ser abertas e limpas. Os dentes soltos podem precisar de suporte.

Nestes casos, talvez, o dentista necessite remover um ou mais dentes para que a periodontite não se agrave se espalhando para outros dentes, podendo ampliar a infecção mais ainda.

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Efeitos da suplementação com zinco: crescimento, sistema imunológico e diabetes

O zinco apresenta funções catalíticas, estruturais e reguladoras, sendo componente de várias enzimas. Os sintomas observados na deficiência deste elemento incluem lesões de pele, anorexia, retardo do crescimento, hipogonadismo e alteração na função imune. O objetivo desta revisão foi apresentar as funções metabólicas e funcionais do zinco, enfatizando as consequências da deficiência e os aspectos que justificam os estudos envolvendo a suplementação com zinco e seus efeitos sobre o crescimento, sistema imunológico e diabetes.

Considerando que algumas doenças predispõem o organismo à deficiência de zinco, a suplementação, isoladamente ou associada a outros elementos, demonstra benefícios, especialmente no aumento da velocidade de crescimento, funcionamento do sistema imunológico, diminuição das afecções respiratórias e controle das diarreias. A suplementação em pacientes com diabetes está relacionada com as variáveis do controle metabólico e as concentrações plasmáticas e eritrocitárias de zinco. As estratégias de suplementação com zinco, em populações de risco, devem ser implementadas, considerando-se as doses adequadas de ingestão.

As funções bioquímicas

As funções bioquímicas do zinco podem ser refletidas pelo seu envolvimento na atividade de mais de 300 enzimas. Apesar das baixas concentrações de zinco na maioria dos órgãos, as metaloenzimas dependentes deste mineral estão distribuídas em todos os tecidos do organismo, desempenhando processos fisiológicos importantes.

Dentre as principais funções do zinco, destacam-se a participação na síntese e degradação dos carboidratos, lipídeos e proteínas, na manutenção do crescimento e do desenvolvimento normais, no funcionamento adequado do sistema imunológico, na defesa antioxidante, na função neurosensorial, e, também, na transcrição e tradução de polinucleotídios.

Nos últimos anos, a deficiência de zinco tornou-se um problema nutricional presente em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Esta abrange inúmeras anormalidades no metabolismo, tendo como causas a ingestão dietética inadequada, diminuição na absorção ou aumento na excreção urinária, presença de agentes na dieta que comprometem sua absorção, cirurgias do intestino, síndromes de má-absorção, doenças renais, doença crônica do fígado, abuso do álcool, nutrição parenteral total sem adição de zinco e, ainda, problemas genéticos.

Além de outras manifestações clínicas da deficiência deste mineral, ressaltam-se o retardo no crescimento, hipogonadismo, alteração da resposta imune, dificuldade de cicatrização, aumento do risco de aborto, diarréia, anorexia, perda de peso, alopécia, e a prematuridade na gestação2.

Quais são os parâmetros mais utilizados para avaliação do estado nutricional?

Os parâmetros mais utilizados para avaliação do estado nutricional relativo ao zinco e, consequentemente, detecção de sua deficiência, são as medidas deste mineral no plasma, em componentes celulares do sangue (eritrócitos, monócitos, plaquetas, neutrófilos), no cabelo (a atividade de enzimas dependentes de zinco), bem como na excreção urinária.

Normalmente, e utilizado mais de um biomarcador para avaliação do zinco no organismo, devido às baixas concentrações nos tecidos, e ao efetivo mecanismo homeostático para manutenção das concentrações plasmáticas e teciduais.

Os produtos animais são geralmente as fontes dietéticas mais importantes de zinco, em termos de conteúdo e biodisponibilidade. Alguns fatores dietéticos, intralumiais e sistêmicos influenciam a captação e o transporte celular de zinco, tais como: forma química do elemento na dieta, interação mineral-mineral, taninos, oxalatos, fitatos, drogas, catabolismo, hormônios, infecções e estresse.

As populações que têm como a base da dieta os alimentos de origem vegetal são predispostos à deficiência de zinco, devido, principalmente, à qualidade protéica e à alta ingestão de inositol hexafosfato (fitato).

Baseada na relação entre os fatores da dieta e a biodisponibilidade de zinco, a Food and Agriculture Organization e a World Health Organization estabeleceram critérios de classificação das dietas de populações, quanto à biodisponibilidade de zinco, em alta, moderada e baixa, levando em consideração a presença na dieta de fitato, proteínas de origem animal e a razão molar fitato: zinco.

Quais os resultados apresentados a partir de estudos feitos em humanos?

Os estudos realizados em humanos demonstram que os fitatos apresentam uma potente capacidade de ligação com cátions divalentes, podendo prejudicar a absorção de zinco. No entanto, o efeito do fitato pode ser modificado a partir da fonte e da quantidade de proteínas consumidas na dieta.

As proteínas de origem animal, por exemplo, parecem neutralizar o efeito inibitório do fitato na absorção de zinco, atribuindo-se isto, possivelmente, aos aminoácidos liberados da fração protéica do alimento, responsáveis pela manutenção do zinco em solução.

Considerando-se a essencialidade do zinco, os suplementos dietéticos poderiam apresentar-se como uma estratégia para melhorar o cuidado à saúde em grupos populacionais susceptíveis à deficiência. Para tanto, é extremamente importante o conhecimento do limite superior tolerável de ingestão (Tolerable Upper Intake Level – UL), no sentido de direcionar os profissionais de saúde no desenvolvimento de programas com suplementação de zinco.

Os valores dos UL enfocam os riscos de um excesso na ingestão inadequada de nutrientes e são estabelecidos a partir de evidências qualitativas e quantitativas em estudos que avaliam a associação entre a ingestão de nutrientes e a probabilidade de efeitos adversos. Portanto, o UL é determinado a partir da avaliação dos níveis de ingestão, elegendo-se aquele nível em que não se observa nenhum efeito adverso, ou o nível mais baixo de ingestão que não esteja associado a efeitos negativos.

Este valor compreende a ingestão do nutriente proveniente dos alimentos que constituem a dieta, uso de suplementos e água. As principais conseqüências associadas à ingestão excessiva de suplementos de zinco incluem a supressão da resposta imune, a diminuição da lipoproteína de alta densidade (HDL) e a redução das concentrações de cobre plasmáticas.

A suplementação com zinco, isolada ou juntamente com outros nutrientes, tem mostrado efeitos benéficos, principalmente em situações de dietas com baixa quantidade de produtos de origem animal ou de altas quantidades de fitatos, em crianças com retardo acentuado na velocidade de crescimento ou episódios de diarréia persistente, e ainda em pessoas com baixas concentrações plasmáticas de zinco.

Embora sejam bastante discutidos os aspectos metabólicos do zinco, intrinsecamente associados com a fisiopatologia e controle do diabetes mellitus, verifica-se uma escassez de dados e de estudos envolvendo a suplementação deste mineral neste grupo de pacientes. A maioria dos artigos se refere ao efeito da suplementação do mineral na velocidade de crescimento, no controle de diarreias e de infecções respiratórias.

Dicas importantes na hora de indicar os melhores suplementos com zinco

Algumas considerações importantes para a decisão sobre a melhor forma para oferecer os suplementos com zinco, são, por exemplo, a solubilidade, biodisponibilidade, sabor, efeitos colaterais, custo e frequência da dose necessária.

As formas de zinco comumente usadas como suplementos nutricionais, ou na fortificação de alimentos, são o óxido e o sulfato de zinco, porém ambos apresentam desvantagens. O sulfato de zinco tem uma solubilidade adequada, mas interage com a matriz do alimento, modificando características sensoriais, tornando-o inaceitável. O óxido de zinco, por sua vez, não apresenta este efeito, por ser insolúvel e se precipitar em alimentos líquidos, limitando o seu uso a alimentos sólidos.

O gluconato de zinco estabilizado com glicina, em soluções aquosas, tem demonstrado biodisponibilidade semelhante ao sulfato de zinco. Além desta vantagem, este produto não altera o sabor dos alimentos, sendo ainda considerado de baixo custo.

A seguir, apresentam-se os resultados de trabalhos envolvendo a suplementação com zinco, destacando-se o impacto desta prática durante o crescimento e o desenvolvimento, no sistema imunológico e no diabetes mellitus.

Efeitos da suplementação com zinco no crescimento

O crescimento ocorre por meio da divisão celular e requer DNA, RNA e síntese proteica. O zinco participa de uma variedade de processos celulares como um cofator para inúmeras enzimas, influenciando a expressão gênica por meio de fatores de transcrição. Numerosas enzimas associadas à síntese de DNA e RNA são metaloenzimas dependentes de zinco, incluindo a RNA polimerase, transcriptase reversa e fator de transcrição IIIA.

Nestas enzimas, o zinco está firmemente ligado, estabilizando estruturas que são funcionalmente importantes. Por outro lado, o zinco também pode influenciar a regulação hormonal da divisão celular, especialmente via hormônio do crescimento (GH) e fator I do crescimento dependente de insulina (IGF-I), além de interferir em hormônios mitogênicos, atuando sobre a proliferação celular.

Ghavami-Maibodi et al. acompanharam dois grupos de crianças com baixa velocidade de crescimento, suplementadas com doses variadas de zinco: um, com 50mg/Zn/dia por dois meses e, subsequentemente, 50mg/Zn/dia uma vez por semana por dez meses; outro, com 100mg/Zn/dia por um ano.

Evidenciaram um aumento estatisticamente significativo tanto na taxa de crescimento, como nas concentrações de zinco no cabelo, soro e urina, de ambos os grupos, embora os efeitos fossem mais pronunciados no grupo suplementado com a dose maior. Neste, após um ano de suplementação com 100mg de zinco, houve redução significativa nos níveis de cobre, não se observando o mesmo efeito no grupo que recebeu dose menor.

Nakamura et al.10 desenvolveram um estudo com dez crianças com deficiência leve e moderada de zinco que apresentavam baixa estatura. As crianças receberam 5mg/kg/dia de sulfato de zinco por um período de seis meses. Durante o estudo, foi observado aumento significativo nas concentrações de zinco, cálcio e fósforo no soro.

Verificou-se ainda que a excreção urinária do hormônio do crescimento não foi modificada no grupo experimental. Os autores concluíram que a suplementação com zinco é efetiva para induzir o crescimento em crianças que apresentam deficiência do metal e baixa estatura. Outro aspecto verificado foi que o teste de “clearance” de zinco corporal facilita a detecção da deficiência moderada de zinco.

Considerando a importância do zinco no crescimento e a elevada prevalência da deficiência deste mineral, Brown et al.11 conduziram uma investigação de meta-análise para avaliar os estudos publicados entre 1969 e 1996, sobre suplementação com zinco, relacionada com as variações de peso e estatura em crianças com idade inferior a 13 anos. As doses usadas para a suplementação variaram de 1,5 a 50mg/dia (média de 14mg/dia), ou com a frequência de 5 a 6 dias por semana.

O impacto que os resultados apresentaram

Os resultados demonstraram um impacto pequeno, porém significativo, da suplementação com zinco no aumento do peso e na velocidade de crescimento. Tal análise reforçou a importância da implementação de programas de suplementação com zinco em populações de crianças com baixa estatura e/ou com deficiência de zinco no plasma.

Estudo desenvolvido por Kikafunda et al. revelou que seis meses de suplementação com 10mg zinco/dia foram suficientes para melhorar o estado nutricional de crianças desnutridas e de baixas condições socioeconômicas. O efeito positivo do zinco no aumento do crescimento linear em crianças com déficit de estatura também foi evidenciado na zona rural da Guatemala por Rivera et al.

Os trabalhos apontam para o fato de a suplementação com zinco apresentar benefícios sobre o crescimento em diferentes estágios de vida. Um aumento na velocidade de crescimento foi observado em pré-adolescentes e adolescentes com baixa estatura, após suplementação com zinco (10mg Zn/dia, por um período de doze meses), independente do sexo14. Bebês com 29±2,9 semanas e baixo peso ao nascer, suplementados com 11mg Zn/L de fórmula durante seis meses, apresentaram aumento na concentração de zinco plasmático, maior velocidade de crescimento linear e ainda, pontuação máxima no desenvolvimento motor.

Efeitos da suplementação com zinco sobre o sistema imunológico

No sistema imunológico o zinco desempenha papel fundamental, pelo fato de as células do sistema imune apresentarem altas taxas de proliferação, e este mineral estar envolvido na tradução, transporte e replicação do DNA. O zinco pode, ainda, afetar o processo de fagocitose dos macrófagos e neutrófilos, interferir na lise celular mediada por células natural killer e ação citolítica das células T.

A influência direta do zinco no sistema imune acontece devido a este elemento estimular a atividade de enzimas envolvidas no processo de mitose, como a DNA e a RNA polimerase, timidina quinase, desoxiribonucleotidol terminal transferase e ornitina descarboxilase. A deficiência de zinco está relacionada com a atrofia do timo, assim como de outros órgãos linfóides e a linfocitopenia em animais e humanos.

Evidências experimentais demonstram diminuição na razão CD4:CD8, durante a deficiência de zinco, além da diminuição de precursores de linfócitos-T citotóxicos. A modificação nas proporções de linfócitos pode contribuir para o desequilíbrio do sistema imunológico, afetando sua resposta e sua regulação.

A deficiência moderada de zinco, notadamente em pacientes com anemia falciforme, doença renal, doenças gastrintestinais crônicas, acrodermatite enteropática, pacientes com AIDS e crianças com diarreia, pode alterar os sistemas de defesa, favorecendo o aumento de infecções oportunistas e, consequentemente, da taxa de mortalidade. Curtos períodos de suplementação podem melhorar a defesa imune de pacientes com estas doenças.

Sazawal et al. relataram que a suplementação com zinco favoreceu o aumento das células CD3, CD4, razão CD4/CD8, sem nenhuma diferença em CD8 e CD20 – aumento que possivelmente explica o efeito do zinco no controle da diarreia e das infecções respiratórias em crianças pré-escolares.

Os efeitos da suplementação com zinco sobre o sistema imunológico de adultos portadores de anemia falciforme foram objeto do estudo realizado por Prasad et al.19. Para tanto, 32 pacientes receberam, via oral, uma suplementação com acetato de zinco (50 a 75mg/dia de zinco elementar) durante dois ou três anos. A administração prolongada de zinco provocou um aumento do zinco nos leucócitos, granulócitos e na produção de IL-2, diminuição da incidência de infecções causadas por bactérias e do número de crises associadas a dores vaso-oclusivas, bem como um decréscimo no número de internações.
Estudos sobre a suplementação de zinco em portadores da HIV

Estudos sobre suplementação com zinco em pacientes portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) têm sido conduzidos em adultos e crianças, porém os resultados não são conclusivos. Os dados disponíveis sobre o envolvimento do zinco na imunidade sugerem que a deficiência deste mineral pode aumentar a replicação do HIV, prejudicar a imunidade celular e acelerar a apoptose das células envolvidas na resposta imune.

No entanto, Coovadia & Bobat20 não confirmam estas afirmações ao observarem que as crianças infectadas por HIV não apresentam deficiência significante de zinco, nem qualquer associação entre a progressão da doença e as concentrações de zinco, além de não obterem benefícios significativos da suplementação com o mineral.

Quanto aos adultos soropositivos observados, apresentam efeitos inconsistentes da deficiência, incluindo, entretanto, uma maior resistência do HIV, menor número de CD4 e maior mortalidade. Segundo os autores, não existem dados suficientes para afirmar que a suplementação de zinco pode melhorar a saúde e a progressão da doença em adultos e crianças infectadas pelo HIV.

O impacto da suplementação de zinco em 32 crianças que apresentavam desnutrição energético-proteica foi estudado por Chevalier et al. As crianças desnutridas, com idade média de 18,8 ± 7,2 meses, receberam 2mg/Zn/Kg/dia durante dois meses, como tratamento para estimular o sistema imunológico e acelerar a reabilitação imunológica destas crianças. Foi constituído um grupo controle sem suplementação, composto por crianças desnutridas de características semelhantes às das suplementadas.

Os resultados evidenciaram que as crianças tratadas com o suplemento diário de zinco tiveram uma recuperação mais rápida da massa tímica, quando comparadas às do grupo controle, e alcançaram a recuperação do sistema imunológico em um mês. Para as crianças do grupo-controle, que não receberam suplemento de zinco, foram necessários dois meses para que se observassem tais recuperações.

Efeito da suplementação com zinco em pacientes com diabetes mellitus

A relação zinco-diabetes pode ser atribuída, principalmente, ao estímulo à secreção, estocagem de insulina e metabolismo da glicose. Adicionalmente, em pacientes com diabetes evidencia-se o risco aumentado para a deficiência de zinco, atribuído, geralmente, às perdas do mineral na urina, diminuição na capacidade intestinal de absorção de zinco, além da baixa ingestão dietética.

Pelo fato destes pacientes constituírem população de risco para desenvolver a deficiência de zinco, os estudos apontam a necessidade de suplementação deste mineral. No entanto, é importante estar atento para que o suplemento de zinco não venha a prejudicar, interferindo no metabolismo da glicose e no tratamento primário dos pacientes envolvidos.

Os parâmetros bioquímicos mais utilizados para a avaliação de zinco nestes pacientes têm sido as medidas deste no plasma, soro e urina, ou ainda, em menor proporção, nos eritrócitos, nos leucócitos, e nas plaquetas e células do sistema imune. De uma maneira geral, os resultados desses estudos são interpretados considerando-se o tempo de duração da doença, o controle metabólico e as complicações, quando existentes.

Cunningham et al. conduziram um trabalho cujo objetivo foi investigar a influência da suplementação do zinco sobre os parâmetros de avaliação do mineral no plasma, células sanguíneas e excreção urinária. Os pacientes com diabetes tipo 1 (n=6) e pessoas saudáveis (n=7) receberam 50mg/dia de zinco, diariamente, durante 28 dias. O grupo diabetes tipo 1 demonstrou acentuado incremento na hiperzincúria após a suplementação, observando-se ainda, excreção aumentada de zinco nas pessoas saudáveis.

As concentrações de zinco nos leucócitos, em ambos os grupos, apresentaram-se aumentadas, embora os baixos teores de zinco nos eritrócitos de pacientes com diabetes tipo 1 persistissem durante o tratamento. Foi verificado também um aumento da hemoglobina glicada, sugerindo um efeito adverso diante da ingestão de altas doses de zinco, embora não se tenham elucidado os mecanismos envolvidos.

Sena & Pedrosa acompanharam 20 crianças com diabetes tipo 1, atendidas no Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Natal, RN, e evidenciaram que a suplementação de zinco favoreceu o aumento dos teores de zinco eritrocitários na maioria dos pacientes e, por outro lado, a diminuição das concentrações plasmáticas elevadas constatadas em alguns pacientes antes da suplementação.

O uso da suplementação não influenciou na zincúria, característica marcante destes pacientes. Quanto às variáveis do controle metabólico, foi constatado um discreto aumento, porém significativo, das concentrações de hemoglobina glicada após a administração do suplemento. Os autores especularam quanto às outras variáveis que possam ter influenciado neste resultado como, por exemplo, o aumento do apetite observado nos pacientes.

Os impactos em pacientes diabéticos

Em pacientes diabéticos com complicações, observou-se que os valores basais de zinco no plasma eram menores naqueles com retinopatia; tais valores melhoraram significativamente após a suplementação com uma dose diária de 30mg/dia, durante três meses. O efeito antioxidante do zinco foi evidenciado pelo aumento da atividade da glutationa peroxidase e pela redução de substâncias indicadoras da peroxidação lipídica.

Rausher et al.26 avaliaram o envolvimento da suplementação de zinco em pacientes com diabetes tipo 2, usando a técnica de isótopos marcados, monitorados nas fezes. No entanto, não foi possível estabelecer conclusões a respeito da relação do diabetes tipo 2 com a absorção e excreção de zinco, pelo fato de terem sido observadas diferenças nos pools de zinco permutáveis.

Outro importante aspecto investigado refere-se à influência do zinco na prevenção do diabetes mellitus. Tobia et al.27 constataram que o zinco pode ser efetivo na prevenção do início do diabetes mellitus em ratos BB Wistar propensos a desenvolver diabetes. A suplementação de 1000 ppm de zinco nestes animais resultou em uma menor incidência de diabetes, se comparados a animais que não foram suplementados ou com os que receberam 50 ppm de zinco. Posteriormente, Ho et al. observaram, em camundongos suplementados com zinco, uma inibição na ativação do NF?B (um fator de transcrição, regulador da resposta imunológica e sensível a espécies reativas de oxigênio), o que, consequentemente, protegeu as células pancreáticas contra a destruição.

Estudar a associação de suplemento de zinco com outros minerais em pacientes com diabetes tipo 2 foi objetivo de um trabalho conduzido por Anderson et al.30. Adultos com hemoglobina glicada >7,5%, distribuídos em quatro grupos, foram suplementados por um período de seis meses: cada grupo recebeu, respectivamente: 30mg/dia de zinco na forma de gluconato de zinco; 400µg/dia de cromo (picolinato de cromo); suplementação combinada de zinco+cromo; e placebo.

Os resultados revelaram diminuição significativa nas concentrações plasmáticas das substâncias reativas do ácido tiobarbitúrico nos três grupos suplementados – com cromo, com zinco, e com zinco+cromo. O mesmo não foi observado nos pacientes que receberam placebo. Não foi verificada diferença estatisticamente significante entre os grupos suplementados com minerais, quando estes foram analisados separadamente. A suplementação não modificou em nenhum dos grupos, os valores de hemoglobina glicada, nem a homeostase da glicose, não se verificando ainda nenhum efeito adverso sobre as concentrações plasmáticas de cobre, HDL-colesterol ou interações zinco/cromo.

Portanto…

A suplementação de zinco pode apresentar efeitos positivos em situações clínicas de caráter agudo ou crônico, abrangendo crianças, jovens, adultos e idosos. Segundo a maioria dos estudos, esta prática, adotada para crianças e adolescentes com deficiência de crescimento, em faixas etárias variadas, apresenta resultados positivos sobre a velocidade de crescimento.

Entretanto, na maioria dos trabalhos observa-se uma falta de padronização quanto à determinação das doses utilizadas, bem como a especificação do tempo necessário para verificar a melhora do crescimento frente à suplementação do zinco.

O efeito da suplementação de zinco sobre o sistema imunológico apresenta melhores resultados em crianças, aumentando o controle de diarreias e infecções respiratórias, bem como favorecendo uma rápida recuperação das funções do sistema imune em crianças com desnutrição energético-proteica.

Em adultos, os benefícios são evidentes em pacientes com anemia falciforme, constatando-se uma maior resistência às infecções por bactérias. Quanto aos pacientes infectados por HIV, os estudos com suplementação de zinco não são conclusivos, sugerindo a necessidade de pesquisas adicionais.

Em estudo de diabetes experimental em animais, os efeitos benéficos da suplementação de zinco são evidenciados pela melhora do controle glicêmico e da homeostase da glicose, e pela prevenção do surgimento do diabetes. No entanto, os resultados em humanos são controversos, observando-se desde a melhora do estado nutricional relativo ao zinco no organismo, até a alteração no controle glicêmico quando são utilizadas doses elevadas do mineral. As limitações para o alcance de consensos, nesses estudos, devem-se à dificuldade em controlar outras variáveis, as quais podem interferir no controle metabólico da doença.

Considerando os resultados encontrados, sugere-se a necessidade de pesquisas complementares, a fim de se procederem às recomendações específicas deste mineral para portadores de doenças crônicas – os quais, provavelmente, necessitem de uma ingestão de zinco diferenciada em relação à população saudável.

Os resultados destas pesquisas alertam para a necessidade de aplicação de estratégias de suplementação com zinco, como conduta nutricional preventiva e/ou corretiva da deficiência deste mineral em populações de risco.

Para tanto, ressalta-se a importância de padronizações das quantidades de zinco administradas, levando em conta tanto as necessidades de zinco, que variam segundo o sexo, estágio de vida e estado de saúde ou doença, quanto os níveis de ingestão máxima permitida desse mineral.

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A importância do jogo e da brincadeira na educação infantil

Etimologicamente a palavra JOGO vem do latim LOCUS, que significa gracejo, zombaria e que foi empregada no lugar de ludus: brinquedo, jogo, divertimento, passatempo.

Almeida (1978), afirma que os jogos não devem ser fins, mas meios para atingir objetivos. Estes devem ser aplicados para o benefício educativo.

Quando abordamos assuntos relacionados à Educação Infantil, sabemos que se trata da faixa etária de zero a cinco anos de idade, conforme recente definição da Lei n.11.114, de 16 demaio de 2005, e que essa faixa etária compreende a primeira etapa da educação básica.

A inserção da criança na instituição da Educação Infantil representa uma das oportunidades de ela ampliar os seus conhecimentos na sua nova fase de vida, ela vivência aprendizagens inéditas que passam a compor seu universo, que envolve uma diversidade de relações e de atitudes; maneiras alternativas de comunicação entre as pessoas; o estabelecimento de regras e de limites e um conjunto de valores culturais e morais que são transmitidos a elas.

A aceitação e a utilização de jogos e brincadeiras como uma estratégia no processo de ensinar e de aprender têm ganhado força entre os educadores e pesquisadores nesses últimos anos, por considerarem, em sua grande maioria, uma forma de trabalho pedagógico que estimula o raciocínio e favorece a vivência de conteúdos e a relação com situações do cotidiano.

O jogo como estratégia de ensino e de aprendizagem em sala de aula deve favorecer para a criança a construção do conhecimento científico, proporcionando a vivência de situações reais ou imaginárias, propondo à criança desafios e instigando-a a buscar soluções para as situações que se apresentam durante o jogo, levando-a a raciocinar, trocar ideias e tomar decisões.

O brincar é, portanto, uma atividade natural, espontânea e necessária para criança, constituindo-se em uma peça importantíssima a sua formação seu papel transcende o mero controle de habilidades. É muito mais abrangente. Sua importância é notável, já que, por meio dessas atividades, a criança constrói o seu próprio mundo. (SANTOS, 1995, p.4).

Em sua própria visão é através da brincadeira que a criança aprende sobre a natureza, os eventos sociais, a dinâmica interna e a estrutura de seu corpo. A criança que brinca livremente, no seu nível, à sua maneira, não está apenas explorando o mundo ao seu redor, mas também comunicando sentimentos, ideias, fantasias, intercambiando o real e o imaginário.

O brincar está relacionado ao prazer. Uma brincadeira criativa ou não deve sempre proporcionar prazer à criança.

Além disso, enquanto estimula o desenvolvimento intelectual da criança, também ensina, sem que ela perceba, os hábitos mais necessários ao seu crescimento, como persistência, perseverança, raciocínio, companheirismo, entre outros.

Dessa forma, o brincar e o jogar, na Educação Infantil, devem ser visto como uma estratégia utilizada pelo educador que deve privilegiar o ensino dos conteúdos da realidade. Tendo o brincar um lugar de destaque no planejamento pedagógico.

O papel do professor como agente de transformação

Uma vez que o professor é responsável pela orientação, seja teórica, metodológica ou técnica, pode-se considerar que, nesse sentido, ele é um agente transformador, tendo em vista que contribui para a transformação dos seus alunos.

Tal realidade exige, portanto, consciência crítica de todos os que trabalham com a educação. O importante é saber que, ainda hoje, não se pode esquecer essa consciência crítica e de ser questionador diante das políticas educacionais existentes. Para Ruiz (2003, s/p), o profissional da educação precisa ter uma posição muito clara, isto é, primar pela mudança. Para autora:

“Os papéis dos profissionais de educação necessitam ser repensado. Esses não podem mais agir de forma neutra nessa sociedade de conflito, não pode ser ausente apoiando-se apenas nos conteúdos, métodos e técnicas, não pode mais ser omisso, pois os alunos pedem uma posição desses profissionais sobre os problemas sociais, mas como alguém que tem opinião formada sobre os assuntos mais emergentes e que está disposto ao diálogo, ao conflito, à problematização do seu saber.” (RUIZ, 2003, s/p).

O professor pode ser sim um agente de transformação, principalmente em situações que exigem um posicionamento firme de sua parte. Não apenas na sala de aula, mas na sociedade, no ambiente escolar ou universitário e estar atento ás discussões no que se refere ao mundo à sua volta. É importante, participar de grupos de estudos, envolverem-se em pesquisas, incentivar seus alunos a buscarem a sempre conhecer mais.

O professor constantemente, em vez de ser um agente de transformação nos processos de ensino e aprendizagem, é utilizado como instrumento a serviço de interesses que regem os modelos educacionais instituídos nas escolas e nas universidades. Com isso, aqueles profissionais preocupados com a melhoria do ensino e com a educação, são tidos como problema, tendo em vista à concepção conservadora predominante ainda na sociedade.

O professor tem que partir de experiências e conhecimentos dos alunos e oferecer atividades significativas, favorecendo a compreensão do que está sendo feito por intermédio do estabelecimento de relações entre a escola e o meio social.

Algumas funções do professor frente aos jogos

Uma das responsabilidades do educador é promover a socialização entre os alunos, auxiliando-os, dentro da sua faixa etária e potencialidades, a conviver com seus grupos, enfatizando o grupo escolar. Independentemente do nível de educação, as ações pedagógicas visam, de certa maneira, promover a boa convivência social, o conhecimento do outro e o respeito pela diferença.

As atividades lúdicas escolhidas pelos educadores, além de oportunizarem diversão e aprendizado como própria função pedagógica, devem considerar, também, o desenvolvimento das pessoas envolvidas.

O trabalho pedagógico com a finalidade do conhecimento pode adquirir maior significado na medida em que é desenvolvido por meio de diferentes abordagens metodológicas.

Os jogos, atividades lúdicas e brincadeiras, se usados adequadamente, contribuem significativamente na construção e compreensão do conhecimento e são atividades essenciais no desenvolvimento e na aprendizagem da criança. É importante que o professor conheça cada tipo dessas atividades e seu objetivo, para promover um trabalho de qualidade nesse aspecto.

A brincadeira ou o jogo somente tem validade se usados na hora certa, e essa hora é determinada pelo professor, ele é quem determina para o aluno qual o objetivo do jogo, das regras e o momento.

Durante todo o processo de desenvolvimento físico, moral e social da criança, os ambientes em que elas estão inseridas e as brincadeiras espontâneas ou dirigidas podem contribuir de forma significativa na sua formação integral. É importante à criança brincar, pois ela irá se desenvolver permeada por relações cotidianas e, assim, vai construindo sua identidade, a imagem de si e do mundo que a cerca.

A criança é um ser sociável que se relaciona com o mundo que a envolve. De acordo com sua compreensão e potencialidades, ela brinca espontaneamente e independentemente de seu ambiente e contexto. Por isso, quanto maior o número de brincadeiras infantis inseridas nas atividades pedagógicas, maior será o desenvolvimento da criança. Mas, por isso, deve-se respeitar cada uma das fases de seu desenvolvimento, a fim de que os objetivos sejam atingidos.

Contribuições que a brincadeira e o jogo proporcionam no desenvolvimento na Educação Infantil

A atividade lúdica tem conquistado um grande espaço na Educação Infantil. O brincar é a essência da infância e seu uso permite o trabalho pedagógico que possibilita a produção do conhecimento e também a estimulação da afetividade na criança. A função educativa da brincadeira oportuniza a aprendizagem do indivíduo, seu saber, seu conhecimento e sua compreensão do mundo. Portanto, as disciplinas apresentada por meio de atividades lúdicas tornam-se envolvente e favorece a construção de significados de conhecimentos próprios do mundo da criança.

A ludicidade é uma necessidade da criança em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O brincar facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção de conhecimento.

As atividades lúdicas são a essência da infância, por isso, ao abordar este tema não podemos deixar de nos referir também à criança. Ao observar a história e a evolução do homem na sociedade, vamos perceber que a criança nem sempre foi considerada como é hoje. Antigamente, ela não tinha existência social, era considerada miniatura do adulto, ou quase adulto, ou adulto em miniatura. Seu valor era relativo, nas classes altas era educada para o futuro e nas classes baixas o valor da criança iniciava quando ela podia ser útil ao trabalho, colaborando na geração da renda familiar.

Essa importante etapa da infância segue por duas fases do desenvolvimento de Piaget, que são o período sensório motor (0 a 2 anos) e o período operatório concreto (2 a 7 anos). Cunha (1988) estabelece condutas, ações e tipos de brinquedos e jogos para a aprendizagem e o desenvolvimento infantil, de acordo com as fases do desenvolvimento proposto por Piaget. Segundo a autora, a conduta sensória motora compreende as ações de repetição, reconhecimento sensório motor, generalização sensória motora e o raciocínio prático.

Brincando, a criança entra em contato com as diferenças culturais existentes no grupo, resolve problemas e amplia sua forma de ver e entender o mundo, ampliando seus conceitos. Por exemplo, quando uma criança brinca de casinha, ela entra em contato com diferentes olhares sobre o conceito de mãe, o que pode ampliar o seu próprio conceito. Nesse sentido, o brincar cria as condições para o desenvolvimento infantil, pois a brincadeira amplia a possibilidade de pensar e de atuar sobre seu próprio cotidiano. Sendo assim, brincar não é apenas um passatempo, mas uma atividade que lhe permite trabalhar com sonhos, fantasias, angústias e conhecimentos.

O ato de brincar

Uma grande parte dos educadores da faixa de 0 a 5 anos utiliza o jogo e as brincadeiras como prática pedagógica diária, defendendo seu uso como um excelente recurso à aprendizagem e desenvolvimento das crianças.

Porém algumas vezes o jogo é entendido como certo equívoco pelas instâncias educativas, principalmente pelos professores, quando confundem o conceito de jogos, em que na maioria das vezes a criança fica solta, escolhendo o que quer fazer, sem suporte de um adulto. Em outra ocasião ainda, alguns professores tratam o jogo como elemento facilitador de aprendizagem, mas exercem estremo controle da criança por meio de jogos e brincadeiras (OLIVEIRA, 2002). O fato é que qualquer uma dessas concepções afasta o professor da parceria, da interação com seu aluno e é isso que precisamos ter extremo cuidado, pois uma proposta que contemple jogos para a Educação Infantil, deve ter o cuidado de oferecer não somente as atividades específicas (jogos e brincadeiras), mas também as interações entre crianças e crianças e entre crianças e seus professores.

A criança de dois e quatro anos possui sua atividade motora muito ativa, gosta de correr, pular, arrastar, puxar e empurrar. Quanto à linguagem, há uma melhor organização, o que permite à criança falar mais facilmente, articulando melhor as palavras. A partir dos dois anos, a criança se refere às pessoas e objetos pelo nome e nessa atividade há um aumento considerável de seu vocabulário.

A criança também é mais sociável nessa faixa de idade, entretanto, o sentimento de posse que adquire em relação aos seus brinquedos começa a aparecer. Também nessa idade, sua energia, exuberância, imaginação e curiosidade estão a toda força. Todo aprendizado que uma brincadeira permite é fundamental para a formação da criança em todas as etapas de sua vida e para o seu desenvolvimento auditivo, motor, de espaço e tempo, e da linguagem.

O jogo ou a brincadeira são instrumentos básicos da vida psíquica da criança. A criança procura o jogo como necessidade e não como uma distração. É pelo jogo que a criança se revela: as suas inclinações boas e más, a sua vocação, as suas habilidades, o seu caráter, tudo que ela traz de latente no seu eu em formação, torna-se visível pelo jogo e pelos brinquedos que ela executa.

Para Piaget (1978), os jogos são caracterizados em três grandes tipos: jogos de exercícios (0 a 2 anos), jogo simbólico (2 a 6 anos) e jogo de regras (6 anos em diante). Segundo o próprio autor: “a função é que vai diferenciar esses jogos que não têm outra finalidade a não ser o próprio prazer do funcionamento” (PIAGET, 1978).

A seguir, uma pequena explicação de cada um desses tipos de jogos:

  • Jogos de exercício: é a primeira forma de jogo que a criança conhece e aparece antes do desenvolvimento verbal completo. Tem como característica o fato de a criança brincar pelo prazer do conhecimento do objeto, da exploração, do desenvolvimento motor ou, como o próprio nome diz, do puro exercício. Nessa fase, a criança brinca basicamente sozinha ou com a mãe, ou quem representa a figura materna.
  • Jogos simbólicos: é uma forma de jogo em que a criança faz de conta que é outra pessoa ou se imagina em outra situação, ou atribui outra função a um objeto. Por exemplo: Anabel brinca de casinha, faz comidinha de mentira; Davi que está de posse de um prato de papelão imagina que é a direção de um carro, Anabel que está brincando de casinha vivência o papel da mãe em sua casa, enquanto o Davi vivência o papel do pai. O jogo simbólico é de certa forma, uma maneira de a criança comunicar ao outro aquilo que sente,
  • Jogo de regras: é caracterizado pelo conjunto de leis que é imposto pelo grupo. Dessa forma, necessita de parceiros que aceitem o cumprimento das obrigações definidas nas regras. É um jogo estritamente social.

As atividades de jogos e brincadeiras na escola de Educação Infantil trazem muitas vantagens para o processo de ensino e aprendizagem, são elementos para o desenvolvimento das crianças, mas cabe aos professores criarem propostas pedagógicas que aliem o aprendizado e a grande diversão que o jogo e brincadeira proporcionam.

Os jogos devem ser construídos de atividades permanentes nos espaços da Educação Infantil, pois por meio deles é possível que a criança trabalhe de forma integral, ou seja, nos aspectos físicos, psicológicos, cognitivos e sociais.

No jogo simbólico, já abordado anteriormente, algumas projeções permitem obter informações sobre a criança. São elas citadas por Aroeira, Soares e Mendes (1996, p. 167):

  • Combinações simples: Fernanda conversa com um pedaço de madeira: “ta bom, eu vou te dar comida”. Ela usa o objeto para representar a criança com fome.
  • Combinações compensatórias: proibido de subir a escada, Malthus cria um personagem que subirá a escada. Usa a fantasia para enfrentar a frustração.
  • Combinações liquidantes: Fabiana, ao cair, diz para si mesma: “não foi nada” para encarar a situação de desprazer.
  • Combinações simbólicas antecipatórias: Thiago presencia um assalto (cena real), depois conta que seu pai bateu no assaltante até sangrar (imaginário). Ele tenta entender a violência e a importância do pai como protetor.
  • Combinações simbólicas ordenadas: brincar de preparar batizados e aniversários implica ordenação, arrumação, organização e sequência. É uma tentativa de organizar a realidade.

É preciso também contemplar os jogos de exercícios, realizados com o próprio corpo, iniciando com movimentos simples e avançando para os mais complexos; os jogos sensoriais, que estimulam as experiências sensoriais e criatividade da criança; os jogos de linguagem, que auxiliam na comunicação (rodas, canções, apresentações faladas); e os jogos de regras.

Os jogos com regras manifestam-se por volta dos cinco anos de idade. Neles, as crianças jogam juntas e começam a estabelecer regras, por exemplo: amarelinha, bolinha de gude, queimada.

Durante todo o processo de desenvolvimento e maturidade, toda criança atinge fases específicas em várias faixas etárias. Sobre isso, vários pensadores, como Vysgotsky e Piaget, compartilham a idéia de que o crescimento da criança é acompanhado por fases, cada uma com aspectos peculiares e significativos, como físico, o cognitivo, o emocional e espiritual, importantes para a sua formação integral.

A influência do ato de brincar no desenvolvimento da criança é indispensável para a formação do caráter e da personalidade da pessoa; além disso, o ato de brincar pode incorporar valores morais e culturais e uma série de aspectos que ajudam a moldar sua vida, como crianças e como adultos. Brincando, a criança pode acionar seus pensamentos para resolução de problemas que lhe são importante e significativo, e o modo como ela brinca revela o seu mundo interior, proporcionando-lhe que aprenda fazendo, realizando, dessa forma, uma aprendizagem significativa.

Assim, o desenvolvimento da criança é resultado da interação de uma aprendizagem, natural e, ao mesmo tempo estimulada, que ocorre por meio da experiência adquirida no ambiente e com capacidade própria da criança, em que cada uma tem seu ritmo próprio e capacidade individuais.

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Entendendo a Avaliação do Plano de Aula

A avaliação na elaboração do plano de aula é vista como a última etapa da aula, momento em que o educador irá verificar se os objetivos da aula foram atingidos. Nesta visão da avaliação o educador geralmente sugere questões, questionários, atividades extra-classe, de forma que este, o educador, possa medir o conhecimento do aluno.

Entendendo o Conceito

“A avaliação é concebida como processo/instrumento de coleta de informações, sistematização e interpretação das informações, julgamentos de valor do objeto avaliado através das informações tratadas e decifradas. (…) A avaliação cruza o trabalho pedagógico desde seu planejamento até a sua execução, coletando dados para melhor compreensão da relação entre o planejamento, o ensino e a aprendizagem e poder orientar a intervenção didática para que seja qualitativa e contextualizada.” (Silva, 2003)

A avaliação sob o ponto de vista relatado assim, traz a necessidade que a avaliação seja contínua e proponha uma diversidade de instrumentos avaliativos, para que assim se possa ter o maior número e variedade de informações sobre a prática educativa, pois

“restringir a avaliação aos testes finais e aos aprendentes implica não avaliar certos aspectos dos estudantes como o desempenho oral, a capacidade investigativa e a participação em trabalhos em grupos, nem tampouco o desenvolvimento da aquisição dos conceitos testados finalisticamente e também não toma a intervenção didática como objeto da avaliação.” (Silva, 2003)

Portanto vê-se a necessidade de uma reflexão da prática avaliativa em todas as disciplinas. A busca por aprendizagens significativas relatadas em tópicos anteriores sugere também a busca pela autonomia, aluno crítico e consciente.

Sendo assim pode-se levantar o seguinte questionamento: Como relacionar as aprendizagens significativas de maneira que as avaliações também se tornem significativas tanto aos alunos e educadores?

A primeira proposta é a valorização dos saberes e a utilização da avaliação como instrumentos do aprender. O tempo todo da prática educativa o educar avalia e valoriza o educando.

Assim, é necessário que a avaliação leve em consideração o tempo do aluno, uma vez que este possui seu lugar, seus vínculos e sua visão de como se integra ao mundo.

A avaliação que valoriza as aprendizagens significativas utiliza o erro como uma oportunidade do aprender. A autocorreção de suas atividades é uma oportunidade para a formação da autonomia. Também a autoavaliação. O aluno consciente de suas ações em relação ao conteúdo, à pesquisa, suas atribuições, seu envolvimento, comprometimento, comportamento. A autoavaliação prioriza a autonomia.

Mas como avaliar o aluno quando se depara com o indivíduo que tem seu tempo de aprender, suas perspectivas individuais, seus significados em particular.

A avaliação também pode ser individualizada.

O portfólio é uma modalidade de avaliação baseada na ideia da evolução do processo de aprendizagem. Neste modelo insere-se cada etapa do processo ensino aprendizagem priorizados por fotos, imagens, registros individuais do aluno o que favorece a reflexão do progresso do educando e os aproxima dos educadores, que constroem juntos o processo ensino-aprendizagem.

Assim a avaliação frente a novas descobertas e aprendizagens busca o equilíbrio entre o que é ensinado e o que é aprendido, leva-se em consideração a observação individual, as tarefas são escritas para que o aluno possa expressar como apreendeu o conteúdo, leva-se em consideração as atividades em grupos e individuais e o educador observa suas atitudes de pesquisador, a aprendizagem é o saber consigo, com os outros e com o objeto de saber.

Completaremos o plano de aula com os itens para a elaboração do plano de aula, lembrando que o plano de aula abaixo citado visa a exemplificação do da elaboração do plano de aula, que poderá ser ainda mais elaborado a partir da realidade de cada educador, de seu conteúdo e seus objetivos.

Plano de aula

Escola: Escola Educacional
Disciplina: Língua Portuguesa
Série: 6º ano do Ensino Fundamental

Tema da aula: Textos Científicos

Número de aulas previstas: 10 aulas

Conteúdos:

  • Verbete do dicionário
  • A nota de enciclopédia
  • Produção de textos

Objetivos:

  • Reconhecer a diferença entre o verbete de dicionário e a nota de Enciclopédia.
  • Buscar no dicionário os significados das palavras do texto
  • Dar-se conta da utilidade e o número de informações de um
    verbete de dicionário.

Procedimentos: No início da aula será proposto um pequeno diálogo com os alunos para a verificação do conhecimento prévio do tema com as perguntas:

  • Quem consulta o dicionário com frequência?
  • Por que alguém utilizaria um dicionário?
  • Qual a utilidade de um dicionário?

Após este diálogo faremos a leitura do texto: O dicionário genial. O texto será contado de maneira criativa para a atenção dos alunos.

Após a leitura e em grupos procuraremos alguns verbetes no dicionário como, por exemplo, as palavras alface e cola que se encontram no texto.

A atividade será complementada com a relação de palavras com duplo sentido que identificarem no texto.

Realizaremos as anotações coletivas dos conceitos aprendidos em sala e como atividade extraclasse será proposta uma produção de texto com o tema: as palavras e suas origens.

Recursos didáticos:

  • Dicionário
  • Enciclopédia
  • Dramatização do texto pelo educador
  • Produção de textos

Avaliação: a avaliação acontecerá de forma contínua iniciada nas perguntas orais diagnóstica no início das aulas. Posteriormente, a atenção dos alunos durante a leitura do texto e possíveis questionamentos que poderão ser levantados.

O trabalho em grupo, a cooperação na busca dos verbetes no dicionário e o registro dos conceitos. Nesta atividade será avaliada a relação que o aluno fará com as palavras que possuem duplo sentido, na escrita de uma frase com a utilização da palavra cola.

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